O Fórum das Entidades Ambientalistas da Região Metropolitana de Curitiba está pedindo à Secretaria Estadual do Meio Ambiente que suspenda o pagamento do ICMS ecológico aos municípios que apóiam o movimento pela reabertura da Estrada do Colono. A entidade também pretende propor uma ação judicial de reparação dos danos ambientais causados pela invasão.
Entre as pessoas que os ambientalistas pretendem arrolar na ação estão o deputado estadual Irineu Colombo (PT), que apóia a reabertura da estrada, e o governador Jaime Lerner, acusado de omissão, além de prefeitos da região servida pela estrada. ‘‘A invasão interrompeu um processo de regeneração da vegetação, através de uma ação agressiva e ilegal’’, diz Clóvis Borges, diretor da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS).
‘‘Mesmo que a Justiça autorize a reabertura, quem vai fazer a estrada?’’, pergunta José Álvaro Carneiro, da Liga Ambiental. Ele acredita que nem o governo estadual nem o Ibama bancariam a construção de uma estrada que passa por uma área considerada patrimônio da humanidade.
Eles também contestam a argumentação de que a estrada fechada impede o desenvolvimento regional. O Fórum defende a elaboração de um projeto de desenvolvimento binacional, envolvendo Brasil e Argentina, com exploração do ecoturismo e da agricultura orgânica.
Em defesa da manutenção do fechamento da estrada, os ambientalistas argumentam que o impacto de uma estrada de 18 quilômetros no Parque Nacional do Iguaçu acarreta, na realidade, uma perda de área protegida de 72 quilômetros - o equivalente a 4% da área do parque.
Além disso, lembram que, num parque, a diversidade biológica não está distribuída de forma uniforme. Assim, o fluxo de carros no parque poderia acarretar perda de biodiversidade que o restante da área não seria capaz de compensar.

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