Ambientalistas defendem a participação da indústria
Ambientalistas defendem a
participação da indústria
A ambientalista Teresa Urban considera que o programa Lixo que não é lixo ganharia maior impulso se os produtores de matéria-prima participassem do processo de reciclagem. Em países europeus, as indústrias, por exemplo, de plástico investem em pesquisa para criar novas formas de reciclagem e também se responsabilizam pelo destino final desse material, afirma.
Teresa entende que a Prefeitura de Curitiba seria novamente pioneira no trabalho de coleta seletiva se chamasse as empresas para conversar. As embalagens de tetra pack e plásticos produzem péssimo material reciclado, o que não estimula muito a seleção, afirma. Para ela, mesmo com o trabalho dos depósitos, muito material ainda continua indo para o aterro.
Para o ambientalista, Miguel Jorge Spikula, uma outra alternativa é a adoção de um imposto na compra, que pagaria o trabalho de processamento e reciclagem. Modelo similar já é adotado em países com a Alemanha. Esse recurso serviria para remunerar melhor quem recicla, agregando valor ao produto da coleta seletiva, diz.
Porém, Teresa Urban entende que teria mais força se fizesse uma mudança no comportamento de consumo. As pessoas precisam entender que tudo que entra na casa tem que sair e que o consumo deve ser mais consciente, afirma. Por enquanto, o consumidor não consegue estabelecer uma correlação entre o restos do consumo e o aterro do Caximba, complementa Spikula.
Spikula sugere que a prefeitura promova visitas ao aterro, de maneira que as pessoas tomem maior familiaridade com o destino do lixo. Outra forma de fazer com que a sociedade participe do processo é que os supermercados participem do processo de educação ambiental, afirma.





