Rolândia Um grupo de ambientalistas de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) realizou na tarde de ontem uma manifestação na entrada do aterro sanitário, localizado às margens da PR-170. Eles reclamam de um decreto assinado pelo prefeito Eurides Moura (PMDB) impedindo o livre acesso da população, inclusive deles, ao aterro. Os manifestantes colocaram escadas em frente ao portão de entrada, para simbolizar que só estavam podendo acompanhar os trabalhos desenvolvidos no local pelo lado de fora.
O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Movimento Nossa Terra, Daniel Steidle, afirmou que a ''retaliação'' por parte da prefeitura começou logo após denunciarem uma série de irregularidades no aterro. Entre essas irregularidades, estaria a falta de monitoramento e o fato da lona de impermeabilização, responsável por impedir que o chorume contamine o subsolo, estar incompleta. ''O mais grave é que a trincheira já está praticamente tomada pelo lixo'', ressaltou.
Steidle disse que é muito importante os ambientalistas terem livre acesso ao aterro, pois, segundo ele, em dias de chuva forte, o grande volume de chorume, considerado 50 vezes mais tóxico que o esgoto, pode contaminar o lençol freático. ''A prefeitura alega que só os moradores dessa região estão preocupados, mas não é verdade. O meio ambiente não conhece fronteiras'', completou.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Vera Lúcia Crespim, observou que o decreto não impede o acesso ao aterro sanitário. Ela explicou que ficou definido que as visitas previamente marcadas podem ocorrer às quartas-feiras, entre 14 horas e 15 horas. Nesse horário, segundo ela, o movimento de caminhões é menor e um funcionário pode acompanhar os visitantes. Vera acrescentou que já existe um projeto para construção de uma nova trincheira.

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