Ambientalistas acusam PR de dar mau exemplo em preservação
Ambientalistas acusam PR de
dar mau exemplo em preservação
Adriana Ribeiro
Marcelo AlmeidaCara feiaExibindo a 5ª Lista Suja do Estado, ambientalistas protestam contra indústrias e autoridadesNo Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, ambientalistas anunciam que o Paraná pode ser considerado um exemplo da falta de preservação ambiental. Na avaliação deles, um dos maiores problemas ambientais do Estado é a instalação da montadora francesa Renault, no município de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Apelidado de efeito Renault, o problema é citado na 5ª Lista Suja do Estado, que traz os nomes das indústrias e pessoas que menos contribuem para a preservação do meio ambiente.
Chamada de Seleção dos Sujos do Paraná, com direito até mesmo a taça Bola Murcha, a lista traz os nomes da montadora Renault, das concessionárias do pedágio e das indústrias do fumo e de agrotóxicos como as empresas que mais desrespeitam o meio ambiente. Entre as autoridades estão Jonel Iurk e Júlio Gonchoroski, superintendente e presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), respectivamente; Luiz Hayakawa, diretor da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec); o deputado federal Luciano Pizzatto e o deputado estadual Irineu Colombo.
Segundo os ambientalistas, juntos, mas cada um a seu modo, eles ajudam na degradação do meio ambiente permitindo a abertura da Estrada do Colono, no Parque Nacional do Iguaçu; incentivando a ocupação de mananciais; autorizando a construção de barragens sem os projetos necessários e impedindo a aprovação do projeto de lei Mata Atlântica.
O veterinário Clóvis Borges, diretor executivo da Sociedade Protetora da Vida Selvagem (SPVS), diz que os paranaenses têm apenas um motivo para comemorar: a não construção de uma termoelétrica no litoral do Estado. Segundo ele, a participação da sociedade foi fundamental para a conquista.
Assim como no caso da termoelétrica, Borges diz que as pessoas deveriam se manifestar contra os demais problemas ambientais que acontecem diariamente no Estado. Ele cita como exemplo o desmatamento que só entre 1990 e 1995 eliminou 84 mil hectares de florestas nativas, segundo estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica. O número é bem menor do que nos cinco anos anteriores, quando foram cortados 160 mil hectares de mata no Estado, mas ainda é considerado uma vergonha.





