Ambientalista vê atraso na pesquisa
O ambientalista José Álvaro Carneiro acha prematuro considerar boa a qualidade do ar que os curitibanos respiram. Curitiba e Região Metropolitana estão atrasadas diante da falta de dados capazes de estabelecer uma referência ambiental para acompanhar a evolução da qualidade do ar, comenta. Um exemplo do atraso, cita o ambientalista, foi a perda de dados importantes sobre o monitoramento do ar na Santa Casa entre 1982 e 1992, após a criação do IAP.
Acho que o IAP neste momento não tem muita credibilidade para dizer alguma coisa, observa. Para Carneiro, as pesquisas feitas pela UFPR nos três anos anteriores a 98 têm mais embasamento científico para se fazer uma leitura sobre o nível de poluição da região. Os trabalhos confirmam problemas graves em relação ao ozônio, diz. Carneiro, que preside a organizaçãnão-governamental Liga Ambiental, acha que são necessárias, pelo menos, de 12 a 15 estações de monitoramento para se saber a real situação atmosférica da RMC.
Segundo o ambientalista, os estudos sobre os impactos provocados no ar terão de ser direcionados de agora em diante para o impacto que as empresas que compõem o pólo-automotivo estão causando na questão da migração desordenada. (D.V.)





