Ambientalista que visa lucro tem fazenda-modelo
Antonio Emiliano Leal da Cunha, o dono da Ibicunha, é uma espécie de ambientalista que não renega os lucros. Filho de pioneiros de Maringá, aos 56 anos, ele está feliz por ganhar dinheiro em uma fábrica que usa pouca água apenas para resfriar as telhas logo depois de prensadas e que não produz qualquer tipo de detrito.
''Além disso, livramos a natureza de 10 milhões de embalagens tipo longa vida por mês'', orgulha-se.
Além das telhas ecológicas uma idéia que os brasileiros importaram da Alemanha, o empresário se orgulha de manter a Fazenda Juliana, uma propriedade de 70 alqueires no município de Sarandi (onde ele faz parte do Conselho Municipal de Meio Ambiente), sob as mais rigorosas normas ambientais.
Lá ele produz cachaça, rapadura, melado, suco de uva, filés de tilápia, grãos e bovinos. Mesmo com tantas atividades, a fazenda conserva 21 alqueires de mata nativa. A propriedade ambientalmente correta foi uma iniciativa de seu pai, que conheceu o modelo em um latifúndio de Campinas.
(L.F.M.)





