Ambientalistas de Joinville (SC) fazem protestos neste final de semana contra a construção da Usina de Cubatão. Seis alpinistas descerão o salto 1 do rio Cubatão, de 369 metros, em favor da preservação ambiental.
Segundo o ambientalista Paulo Tajes Lindner, a usina vai destruir a maior cachoeira do país (o salto 1 do rio Cubatão) e o salto 2 (40 metros), e acabar com 270 hectares de Mata Atlântica. Também deve secar 14,5 quilômetros do rio Cubatão e comprometer o abastecimento de água da cidade.
O grupo que forma Usina Hidrelétrica Cubatão já tem licença para a instalação da usina, que deve começar a ser construída em julho deste ano e terminar em dezembro de 2001. A construção foi atrasada em dois anos por causa da ação dos ambientalistas. A maior parte do grupo (60%) é privado, sendo 40% da Inepar Energia, do Paraná. A parte estatal é representada pela Celesc, a companhia de energia elétrica de Santa Catarina, com 40%.
O diretor da Usina Hidrelétrica Cubatão, Luiz Alberto Kuster, disse que a usina é necessária para o abastecimento de Joinville e terá potência de 50 megawatts. Com o fornecimento da Usina de Cubatão, a demanda de pico (18 às 21 horas) será atendida, sem que haja quedas de energia.
Segundo ele, a barragem será feita no salto 2 e não afetará o salto 1 do rio Cubatão. O desmatamento da Mata Atlântica ocorrerá em nove hectares, mas deve se recompor em meses. ‘‘Vamos escavar a mata apenas para colocar um cano de um metro de diâmetro que levará água para a casa de força, que não causará impacto na floresta’’, disse Kuster.
O desmatamento de 370 hectares ocorrerá num local já devastado e que tem pinus. ‘‘O local foi desmatado na década de 60 para explorar carvão vegetal. Hoje, estão cortando pinus na região’’, afirmou Kuster. Como forma de compensação do impacto ambiental, o grupo deve construir uma unicade de conservação na área do reservatório.
Kuster disse que a barragem vai regular a vazão do rio e diminuir o perigo das cheias. Se a usina não fosse construída, a Companhia de Água e Saneamente de Santa Catarina (Casan) precisaria construir uma barragem para garantir o abastecimento da cidade em 2005.

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