Ambientalista diz que Paraná é privilegiado
Ambientalista diz que
Paraná é privilegiado
Para o ambientalista e presidente do Partido Verde no Paraná, José Álvaro Carneiro, o Paraná é um Estado privilegiado em energia. Ele lembra que em 1997 os paranaenses consumiram apenas 17% da energia elétrica gerada no Estado. No ano passado, o índice subiu para 19%. Temos 81% de nossa produção sendo vendida para outras regiões.
Carneiro acredita que existam alternativas mais viáveis economicamente que os investimentos em pesquisa para exploração da jazida de urânio em Figueira, no Norte Pioneiro. Nossa posição geográfica permite a compra de energia da Argentina para venda a outros estados, cobrando uma espécie de pedágio, e com isso estaríamos investindo apenas em inteligência, complementa. Além disso, ainda faltam ser exploradas parte das bacias do Rio Iguaçu, Rio Ivaí e Rio Tibagi com usinas hidrelétricas.
O ambientalista diz que a situação do Paraná é tão positiva que existem alternativas mais atrativas de exploração da energia que o uso da biomassa. Em ordem de prioridades eu colocaria as termoelétricas usando gás natural nosso, e não comprado a dólar, depois a utilização do xisto de São Mateus do Sul, o carvão mineral de Figueira e em algumas regiões a biomassa.
Ele não acredita que a produção de energia a partir da biomassa seja uma boa alternativa para o consumo em larga escala. Ela é melhor em demandas localizadas.
Carneiro cita um caso de uso da biomassa para produção de energia em uma fazenda de café no município de Ribeirão do Pinhal, Norte do Estado. Na safra do ano passado, o secador de grãos da propriedade consumiu R$ 42 mil em gás de cozinha (GLP) para secar 15 mil sacas de café beneficiado. Com as oscilações do câmbio e aumento na cotação do dólar no fim de 1998, a previsão para a safra deste ano era que seriam necessários R$ 100 mil em GLP para secar o mesmo número de sacas de café. A administração da fazenda resolveu converter o secador para uso de lenha no lugar do gás de cozinha. Os custos caíram a R$ 12 mil para secar o mesmo volume de grãos, com madeira da própria fazenda. É muito mais econômico usar recursos naturais para beneficiar produtos primários no Brasil do que importar energia a preços internacionais.





