Ambientalista discute na UEL desenvolvimento sustentado
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quinta-feira, 25 de junho de 1998
Celso PachecoPetiot: intercâmbioÁureo Nogueira 
O representante do Planet Society para a América do Sul, engenheiro de comunicação francês Sebastien Petiot, esteve reunido com professores e pesquisadores do Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (Nema) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Hoje, Petiot deve se reunir com o prefeito Antônio Belinati (PDT) e com o presidente da Autarquia Municipal do Meio Ambiente (Ama), Mauro Maggi. Além de apresentar o programa, Petiot vai oferecer a possibilidade de o Município se credenciar junto à Sociedade Planetária. O credenciamento pode facilitar a obtenção de financiamentos internacionais para projetos de preservação ambiental. Mas até o final da tarde de ontem a audiência com o prefeito e o presidente da Ama não havia sido confirmada. A coordenadora do Núcleo de Estudos do Meio Ambiente da UEL, professora Nilza Aparecida Freres Stipp, assinou ontem a ficha de credenciamento.
O Planet Society (Sociedade Planetária) é um programa da Unesco que formou uma rede internacional de intercâmbio de programas, projetos e experiências que visam ao desenvolvimento sustentado de todo o planeta, respeitando os aspectos culturais e naturais de cada localidade. Foi a apresentação feita por Petiot.
Se quisermos promover um desenvolvimento mundial equilibrado, temos que considerar a valorização de cada localidade enfatizou. Ele destaca que cada comunidade tem que assumir a responsabilidade pelo seu desenvolvimento. O aspecto mais interessante do processo de globalização é precisamente a possibilidade de intercâmbio de experiências de todas as localidades do mundo.
Os professores e pesquisadores da UEL apresentaram, sinteticamente, ao representante da Sociedade Planetária para a América do Sul os principais projetos do Nema. Ainda ontem à noite Sebastien Petiot iria participar de uma palestra interativa com estudantes da Aliança Francesa. Iria apresentar o programa dos estudos de impactos ambientais em construção de barragens para hidrelétricas, o projeto de recuperação da Bacia do Rio Tibagi e o treinamento de professores de 1º e 2º graus sobre a importância de despertar nas crianças de 5 a 15 anos a consciência ecológica.
O representante da Unesco para a América do Sul disse que ficou impressionado com Londrina. Percebi que a cidade dispõe de muitas latas de lixo e é muito mais limpa do que outras cidades brasileiras, como São Paulo, por exemplo.


