Enquanto a reforma não vem, os problemas vão se acumulando no HU. Com um simples passeio pelos corredores do hospital é possível observar as várias ‘‘amarrações’’ feitas para consertar rachaduras. O gerador principal é velho, segura apenas duas horas de falta de energia nos setores vitais do hospital - e vive dando problemas. O mesmo ocorre com a única caldeira existente, que gera vapor e água quente para a cozinha, centro de material (inclusive cirúrgico, para esterilizar) e também lavanderia. ‘‘Quase todos os anos temos que parar três ou quatro dias para fazer a manutenção’’, lembra o diretor Lelbe Francisconi.
Quando a caldeira pára, vira um sufoco. A comida dos pacientes é preparada de forma improvisada na cozinha, mas os funcionários têm que fazer escala para ver quem come em casa e quem compra marmitex; para lavar roupas e lençóis, a opção é pedir socorro para outros hospitais da Cidade e também comprar lençóis descartáveis; a esterilização de instrumentos cirúrgicos, entre outros materiais, é feita com equipamento alternativo. ‘‘Nós tínhamos outra caldeira, um pouco menor, mas foi desativada. Ela era da década de 50’’, aponta Francisconi.
Quando há excesso de trabalho, os tubos internos e tijolos refratários da caldeira podem quebrar, provocando vazamentos e até explosão. Por isso o funcionamento do equipamento tem que parar. O diretor observa que ela é movida a óleo, tem capacidade para mil quilos de vapor por hora, mas a idéia (e necessidade atual) seria adquirir outra com aproximadamente cinco mil quilos/hora. ‘‘O problema é que teríamos que fazer tudo dentro de um projeto macro. Se a gente compra um agora, depois, com a reforma, ele não vai ser suficiente’’, esclarece o diretor.

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