Os acusados foram condenados por quatro votos a três e os advogados dos réus afirmaram que amanhã entrarão com recurso pedindo um novo juri. O advogado de Alan Aparecido Henrique, Laercio Luz, considerou resultado ruim. ‘‘Queremos um novo juri porque entendemos que o julgamento não se deu de acordo com as provas dos autos’’, disse. Ele afirmou que os laudos apontam que a morte de Amanda ocorreu entre 21 horas e 21h30. ‘‘Neste horário o eletricista da Unopar viu alguém saindo da casa de máquinas, mas as características não batem com o Alan, além disso quatro testemunhas disseram que ele estava na festa de sua irmã naquele momento’’, justificou.
  Laercio Luz disse que vai questionar o posicionamento da juiza Elisabeth Khater. ‘‘Ela falou que o Alan estava mentindo em seu depoimento. A fala dela interfere na escolha dos jurados’’, afirmou. Para o advogado a mudança no depoimento da Dayane atrapalhou a estratégia da defesa de Alan. ‘‘Fizemos nossa defesa em cima do depoimento inicial dela e levamos um susto. A mudança no depoimento dela favorecia o Alan, mas não foi visto com bons olhos pelos presentes’’, completou.
  O advogado de Dayane de Azevedo, Silvio José Farinhole Arcuri, disse que sabia que seria um julgamento complicado. ‘‘Normalmente nos crimes que envolvem a imprensa há condenação. Os acusados são vistos como inimigos da sociedade’’, disse. Ele afirmou que foi nomeado pelo Estado para defender a ré e que se assustou quando, na véspera do julgamento, ela disse que mudaria seu depoimento. ‘‘A surpresa foi enorme inclusive para mim. Perdemos a possibilidade de pedir a delação premiada, que beneficia o réu que colabora com as investigações. Tivemos que mudar nossa estratégia por conta da decisão da Dayane’’, explicou.
  Para ele a votação dos jurados ficou apertada. ‘‘Os acusados por muito pouco não sairam absolvidos’’, afirmou. Ele disse que fez a sua parte da melhor forma possível. ‘‘Vamos entrar com recurso pedindo a nulidade do julgamento ou a redução da pena’’, finalizou.

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