Josoé de CarvalhoNas últimasKohatsu e Bittencourt, da AMA, diante de um alfeneiro do centro: árvores grandes estão comprometidasA Autarquia do Meio Ambiente (AMA) promove hoje de manhã, no auditório do Iapar, um encontro para elaboração do Plano de Arborização de Vias Públicas e Áreas Verdes. ‘‘É um projeto complexo que pretende planejar e estabelecer as diretrizes para todas as ações futuras de arborização no município’’, afirmou ontem o diretor-presidente da AMA, Nelson Kohatsu. O plano só deverá estar concluído no início de 98, mas a AMA já deu início à substituição de árvores consideradas impróprias para a zona urbana, no anel central da Cidade.
Uma pesquisa realizada pela AMA no ano passado constatou que 56% das árvores plantadas em vias públicas do anel central são alfeneiros (35,16%), sibipirunas (11,19%) e grevíleas (9,65%) - todas árvores de grande porte. Kohatsu explica que esse tipo de árvore provoca sérios problemas porque danifica a rede elétrica e quebra calçadas.
A Cidade também não oferece condições adequadas para essas árvores. Elas precisam de muita luz e de espaço para crescer e, sem isso, acabam ficando doentes. ‘‘A maioria das árvores de grande porte das vias urbanas está comprometida. Parecem sadias por fora, mas estão doentes e fracas. Qualquer tempestade pode derrubá-las, oferecendo risco para a população’’, analisa o diretor-presidente da AMA.
O diretor operacional da AMA, Júlio Bittencourt, cita como exemplo as árvores cortadas pela AMA na avenida São Paulo, entre a avenida Paraná e a rua Sergipe (centro). ‘‘Elas estavam podres por dentro’’, afirma. As árvores da rua Bahia (centro) também terão de ser substituídas. ‘‘A comunidade não precisa se preocupar. A substituição será gradativa.’’
De acordo com a pesquisa, 56,65% das árvores plantadas no anel central estão provocando danos de gravidade moderada a muito séria. O estudo considerou uma amostragem de 5 mil árvores no anel central e catalogou 52 espécies diferentes, a maioria inadequada.
A AMA já definiu a erradicação das grevíleas, árvores de grande porte comuns na Cidade. ‘‘A maioria delas está com a saúde comprometida ou oferece risco eminente’’, diz Kohatsu.
Uma das idéias do projeto de arborização é padronizar e substituir as espécies de grande porte das vias públicas por arbustos e árvores menores. ‘‘O objetivo é garantir a sombra e a reposição de oxigênio, respeitando um projeto paisagístico’’, garante Kohatsu.
Participam do debate técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Copel, Sanepar e outras instituições. Kohatsu enfatiza: ‘‘O tema é polêmico e queremos que todos debatam e ajudem a elaborar o plano’’.

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