AMA vai criar centrais de moagem nos bairros
Para diminuir a quantidade de lixo depositado em fundos de vale, a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) está tomando algumas providências. Segundo a diretora-técnica da AMA, Silvia Saadjiam, a maior parte deste lixo é jogada por carroceiros.
Estamos cadastrando os carroceiros e emplacando suas carroças para fazer uma fiscalização, disse. Silvia Saadjiam afirmou ainda que um dos problemas dos carroceiros é a distância da Central de Moagem, na zona sul de Londrina. Para resolver este problema, segundo ela, serão criadas centrais intermediárias de resíduos sólidos nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. Em 30 dias queremos que estas centrais estejam funcionando, disse.
O lixo industrial também não pode ser depositado no Lixão. Ela enviou na semana passada um ofício para a Vega Sopave, empresa que recolhe o lixo em Londrina, comunicando o fato. Este lixo tem que ser incinerado e como Londrina não tem este equipamento, segundo a diretora-técnica da AMA, algumas indústrias já mandam os resíduos que produzem para São Paulo ou Curitiba. As outras indústrias também terão que se responsabilizar pelo seu lixo.
A nova área onde deverá ser construído o aterro sanitário, ela afirma que já foi escolhida e que conta com 88 hectares. Por enquanto ainda não vamos divulgar o local, disse. A promotora substituta do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, entrou com uma ação pública para que antes de comprar a área seja feito o EIA-RIMA (Relatório de Impactos Ambientais). Luciana Moreira acompanhou a reportagem da Folha ao Lixão e identificou problemas como o surgimento de novas lagoas de chorume e equipamentos para tratamento de chorume abandonados.
Silvia Saadjiam afirmou que o relatório é orçado em R$ 250 mil e que antes é preciso fazer uma série de outros estudos para ver se a área é própria ou não. Mas sem dúvida o EIA-RIMA será feito antes de desapropriarmos a área. (E.P.)





