Fiscais da Secretaria da Fazenda de Londrina fizeram ontem, durante todo o dia, o pagamento de funcionários da frente de trabalho lotados na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). Os fiscais levaram o dinheiro até os locais onde o pessoal realizava os serviços contratados com a intenção de fazer o levantamento e cadastramento dos trabalhadores, identificando possíveis funcionários fantasmas.
Segundo a presidente da AMA, Sandra Graça, o deslocamento de 10 funcionários da Fazenda para o pagamento da frente de trabalho é uma continuação da operação iniciada mês passado, quando os trabalhadores tiveram que ir até a AMA para receber o salário. ‘‘Só que desta vez, decidimos ir até eles, em seus locais de trabalho. E só seriam pagos os que efetivamente estivessem trabalhando’’, explicou.
De acordo com Sandra Graça, esta operação finaliza o cadastramento da frente de trabalho e vai proporcionar um panorama real da situação destes trabalhadores junto à autarquia. ‘‘No mês passado, 12 pessoas deixaram de receber os salários. Estes nomes foram passados para a auditoria e serão checados novamente. Se forem apuradas irregularidades, iremos tomar nossas providências’’, disse, sem especificar quais seriam.
Sandra Graça afirmou que, desta vez, teria os resultados mais rapidamente em mãos. ‘‘No mês passado, levamos quase quatro dias para fechar o balanço, já que eles tinham que vir até aqui. Com as equipes itinerantes isto será mais fácil’’, afirmou.
Ela prevê que deve ter os resultados ainda nesta manhã. ‘‘Em todos os casos de pagamento não retirado iremos atrás para verificarmos as justificativas’’, garantiu.
Quanto à notificação enviada pela prefeitura à empresa Tâmara Serviços, comunicando a rescisão de contrato de serviços de capina e roçagem terceirizados pela AMA, Sandra Graça disse que a empresa ainda não confirmou o recebimento. ‘‘Ainda não tenho em mãos o comprovante de que a empresa foi notificada. Antes disso, não podemos tomar mais nenhuma providência porque a Constituição garante o direito de defesa. E ela só pode se defender a partir do momento da notificação’’, afirmou.
De acordo com a presidente da AMA, os pagamentos à Tâmara estão suspensos desde o final de março. O contrato que a empresa mantém com a AMA está sendo investigado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, por haver denúncias de superfaturamento. Para tentar rescindir o contrato com a empresa antes da decisão judicial, a prefeitura alega que houve subempreita dos serviços para a empresa Moraes & Moraes, o que não é permitido. ‘‘Eu fui informada que a Tâmara não está mais subempreitando os serviços da Moraes & Moraes’’, comentou Sandra Graça.

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