Dorico da SilvaNunca funcionouA usina: AMA planeja remanejá-la pra local distante da lagoaA Autarquia do Meio Ambiente (AMA) pretende ativar a usina de tratamento de chorume no aterro sanitário, na estrada do Limoeiro (zona leste de Londrina). A usina foi instalada na administração passada, mas nunca chegou a funcionar.
O presidente da autarquia, Nelson Kohatsu, explica que o equipamento está instalado perto da lagoa do chorume (líquido tóxico proveniente do contato da chuva com o lixo). ‘‘Vamos ter que transferir a usina para um outro local, porque ela está muito próximo da lagoa’’, observa.
Segundo Nelson Kohatsu, foi feita uma consulta preliminar ao fabricante do equipamento, que teria garantido o funcionamento da usina. Mesmo assim, ele observa que, após a instalação da usina, é preciso fazer um teste para verificar sua viabilidade.
Basicamente, o tratamento consiste no chorume passar pela usina, ser levado, em seguida, para uma lagoa onde é feita a aeração, e depois ser depositado em uma outra lagoa. ‘‘Depois ele é lançado na água totalmente tratado’’, observa o presidente da AMA.
Enquanto a usina de tratamento não é ativada, a AMA vem, segundo Nelson Kohatsu, realizando um trabalho constante de controle do chorume. Ele explica que foi feito o desvio da água infiltrada no aterro, o que vem reduzindo muito o volume de chorume. Além disso, existe um sistema de drenagem no lixo que está sendo depositado.
Nelson Kohatsu ressalta que a ativação da usina não é uma medida para que o aterro continue sendo utilizado por tempo indeterminado. ‘‘A usina servirá para ter uma situação otimizada até a implantação do novo aterro sanitário, cuja área está sendo escolhida’’, explica.
Até o final do ano, segundo o presidente da AMA, a área já deverá estar selecionada. Segundo ele, o local deve ter entre 15 e 20 alqueires - o aterro sanitário atual possui oito alqueires.
Diariamente, são transportados para o aterro cerca 320 toneladas de lixo domiciliar. Além disso, uma tonelada de lixo hospitalar é depositada em uma área que fica dentro do aterro, mas isolada. O lixo é recoberto com terra e cal. Entulhos de construção são encaminhados para a Central de Moagem, na zona sul, e o lixo vegetal é levado para a Central de Galhos, na fazenda Refúgio (zona norte).

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