Londrina

Dorico da SilvaFiscalizaçãoFuncionários da Ama estiveram no local ontem: irregularidades e provas de crime contra a naturezaTécnicos da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) vistoriaram, na manhã de ontem, a área de um novo loteamento da Pavibrás Construtora de Obras, na gleba Cambé, entre o jardim Piza e a fazenda Refúgio (zona sul). Chefiados pelo diretor Mauro Maggi, eles encontraram irregularidades e provas de crime contra o meio ambiente em área de preservação permanente. A AMA notificou a construtora a paralisar imediatamente as obras na área de preservação e a apresentar os documentos que liberaram a terraplenagem e arruamento do novo empreendimento.
Segundo Maggi, as obras resultaram no aterramento de uma nascente - mina d’água - e na invasão de uma área de preservação ambiental, com a abertura de uma rua em local inadequado. O loteamento da Pavibrás fica próximo ao fundo de vale do córrego da Roseira. ‘‘Os 30 metros próximos à margem do córrego estão sendo respeitados pela loteadora. Porém, ela não está levando em conta os 50 metros de preservação em torno de cada nascente de água’’, explica Maggi.
Este tipo de crime é previsto pela legislação federal sobre preservação do meio ambiente e prevê multa de até R$ 1 mil. ‘‘No loteamento, o encarregado pelas obras afirmou que não há irregularidade e que tudo está sendo feito de acordo com o projeto aprovado pela Prefeitura. Então, queremos checar estes documentos para evitar maiores danos à natureza. É neste sentido que notificamos a empresa, e esperamos resolver a questão nos próximos dias’’, diz Maggi.
Ontem à tarde, a Pavibrás ainda não havia sido notificada pela AMA, segundo um dos diretores da empresa, Luiz José Baso. ‘‘Nós temos naquela região um loteamento e um terreno, onde tocamos algumas obras. Tudo segue dentro do projeto aprovado. Não dá para comentar esta visita, esta fiscalização dos técnicos da AMA, sem receber dela uma notificação’’, diz Baso.

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