Osmani Costa
De Londrina
A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) de Londrina solicitou ontem apoio ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e à Universidade Estadual de Londrina (UEL) para descobrir a causa que tem levado à morte dezenas de patos e marrecos que vivem há anos nas águas do Lago Igapó 1, na área central da cidade. Ontem de manhã, nove aves apareceram mortas nas proximidades da ponte da Avenida Higienóplis e do Iate Clube.
De acordo com levantamento da Patrulha das Águas, uma organização não-governamental, o número de patos e marrecos mortos nos últimos dez dias já passa de 50. ‘‘A causa pode ser tanto a poluição das águas por algum produto químico forte quanto uma virose que ataca as aves. Por isto, estamos preocupados e pedindo esta ajuda da UEL e do IAP’’, comentou na tarde de ontem o presidente da AMA, Rubens Canizares.
Segundo ele, dois patos vivos e dois mortos foram levados ontem ao laboratório do Hospital Veterinário da UEL. O resultado dos exames e da biópsia deve ser divulgado em poucos dias. ‘‘Temos feito regularmente análises da qualidade da água, que apesar de não ser potável pelo menos não estava tão poluída. Algo de grave deve ter ocorrido nos últimos dias. Já coletamos material para nova análise, e o resultado pode sair amanh㒒, explicou o presidente da AMA.
O vice-presidente da Patrulha das Águas, João Batista de Souza, descartou a possibilidade de as aves terem sido envenenadas por alguma pessoa. ‘‘Os patos e marrecos são muito queridos pelas crianças e adultos que frequentam o Igapó. Não acredito em envenenamento’’, comentou ele. ‘‘Mas também não queremos dar palpite sobre a possível causa, se foi uma virose ou a poluição das águas. Queremos é uma resposta urgente para o problema e o fim da mortandade.’’

mockup