AMA garante verba para coleta seletiva
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de fevereiro de 1997
Edmara Michetti 
A coleta seletiva de lixo na área central da Cidade está garantida em fevereiro e março. Depois das dificuldades em manter o serviço na última semana de dezembro e primeira quinzena de janeiro por falta de embalagens, a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) está com os recursos garantidos para os próximos dois meses. Só com a compra de embalagens, a AMA gasta R$ 10 mil mensais. A coleta é feita em 360 casas e 314 edifícios (7.700 apartamentos). O coordenador do trabalho, José Paulo da Silva, afirma que apesar do projeto ter sido iniciado em 14 de novembro, a prefeitura não havia repassado a verba prevista. A implantação do projeto, segundo ele, foi orçada em R$ 26 mil.
Com a falta de repasse de verbas, o projeto está sendo desenvolvido como é possível. Todas as dificuldades seriam resolvidas, de acordo com Silva, com a instalação da usina de reciclagem. Ele afirma que a usina, orçada em R$ 1,4 milhão, estava prevista para entrar em funcionamento no final do ano passado. Mas ainda falta definir o terreno para sua instalação. Enquanto isso, as cerca de 30 toneladas mensais de vidros, papel, plástico, alumínio e latas coletadas são separadas em baias em um espaço no aterro sanitário.
Outro problema é a falta da prensa, que está disponível mas não instalada. Silva explica que é necessário fazer a transferência da rede de energia elétrica que é rural para alta tensão. Isso, segundo ele, custa cerca de R$ 10 mil. Silva afirma que a falta de espaço está obrigando a venda dos produtos por um preço inferior. Se vendessemos direto na indústria, o preço seria até cinco vezes maior. Silva afirma que uma equipe da AMA está trabalhando na definição do terreno para isntalação da usina e só então a coleta seletiva será ampliada para toda a Cidade.


