AMA estuda área para o 'Lixão'
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sexta-feira, 01 de setembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) de Londrina espera concluir até o final da próxima semana os estudos sobre as três áreas indicadas para o aterro sanitário. Segundo o presidente da Autarquia, Rafael Fuentes, o atual depósito de lixo tem apenas mais um ano de uso.
A partir da escolha do terreno, a AMA precisa de uma declaração de utilidade pública aprovada pela Câmara para poder iniciar a negociação da área. Todas elas são particulares e ficam na zona sul da cidade. Se tudo correr bem, o novo aterro estará pronto a tempo, disse Fuentes.
Até lá, a prefeitura precisa ainda apresentar o EIA-RIMA (Relatório de Impactos Ambientais) que poderá ser pago com R$ 250 mil enviados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente ou realizado gratuitamente pela Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). Com a aprovação desse documento, inicia-se a fase das audiências públicas para saber a posição das pessoas envolvidas e afetadas pelo projeto. Após essa etapa chega-se enfim à desapropriação que Fuentes torce para ser amigável.
Paralelamente a essa questão, a AMA precisa definir com quem ficará a tarefa de coleta de lixo. No final de novembro termina o contrato que a prefeitura tem com a Vega Engenharia Ambiental. Desde 1981 é ela quem faz o serviço e administra o lixão. Diariamente, o local recebe 400 toneladas de material, das quais 350 pela Vega e 50 por particulares. Segundo o vereador Tercílio Turini (PSDB), os R$ 63 cobrados pela coleta e deposição de cada tonelada no Lixão é um valor muito alto em relação a cidades do mesmo porte. Estamos num ótimo momento para discutir a quem caberá essa responsabilidade, concordaram Fuentes e Turini.
Para o presidente da AMA, a municipalização do serviço é improvável, pois acarretaria um investimento muito grande. Outras alternativas seriam a renovação do contrato com a Vega em caráter precário, permamente ou a abertura de licitação para empresas públicas ou privadas. A competição é um fator favorável e pode ajudar a reduzir o custo e até melhorar a qualidade do trabalho, explicou Fuentes.
Na Câmara, o problema do lixo é discutido há algum tempo pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) Geral. Segundo o relator Turini, as investigações serviram para mostrar que a situação é emergencial. Até agora, o poder público empurrou o assunto com a barriga, negligenciando sua responsabilidade. Um erro que vem sendo pago com a contaminação do solo, água, ar, produção rural, animais e moradores da região.
A Comissão deve entregar nos próximos 15 dias os resultados de suas análises. Além do problema do lixo, essa comissão investigou a situação dos cemitérios públicos, a venda das ações da Sercomtel para a Copel e o desvio na Banestado Corretora.


