A Auditoria Interna da Prefeitura de Londrina abriu procedimento para investigar suspeita de superfaturamento e utilização indevida de equipamentos da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e de operários da frente de trabalho por uma empresa terceirizada, responsável pelo serviço de capina, roçagem e limpeza de ruas da cidade. A informação é do auditor Interno, Kakunen Kyosen, que iniciou as investigações ontem.
‘‘Já verificamos que a terceirização do serviço foi feita através de processo licitatório, conforme determina a legislação. Mas ainda é prematuro tirar qualquer conclusão’’, disse. O auditor, que acumula o cargo de presidente da Companhia Municipal de Urbanismo (Comurb), ressaltou que poderá ter dificuldade na verificação de alguns documentos porque a AMA os repassou à Promotoria Especial de Defesa do Patrimônio Público. ‘‘Se tivermos acesso aos documentos, devemos concluir a auditoria em cerca de duas semanas.’
As suspeitas contra a terceirização dos serviços da AMA foram levantadas pela vereadora Elza Correia (sem partido). A vereadora recebeu diversas denúncias e decidiu encaminhar requerimento ao Ministério Público. ‘‘As denúncias me chegaram sem provas materiais. Como o promotor tem meios mais eficazes para as investigações, decidi encaminhar o caso para o Ministério Público’’, explica Elza.
O promotor Bruno Galatti requereu à AMA os documentos sobre o contrato firmado com a empresa maringaense Tâmara - Serviços Técnicos S/C Ltda., do grupo Principal Vigilância, as planilhas dos serviços e as ordens de pagamento. ‘‘Estamos investigando. Ainda não podemos fazer nenhuma revelação’’, comenta.
Na sessão de hoje, a Câmara Municipal vai apreciar requerimento do vereador Antenor Ribeiro (PPB), que solicita à AMA dados sobre a terceirização dos serviços. O vereador questiona a contratar terceiros e as condições em que o contrato foi assinado.
Na AMA, a informação é de que o presidente, Mauro Maggi, está de licença médica, e o interino, Júlio Bittencourt, encontra-se em Curitiba. De acordo com a secretária, somente o procurador-geral do Município, Eduardo Duarte Ferreira, dá informações sobre o caso. Ele não foi encontrado ontem à tarde. Na Tâmara, em Maringá, só o gerente de Licitação e Contrato, Marcelo Nogueira fala sobre assunto. A informação passada pela empresa é de que ele estava em Curitiba.

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