AMA encontra 241 pontos poluidores na bacia do Igapó
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de novembro de 1997
Osmani Costa Londrina 
O diretor técnico da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Mauro Maggi, divulgou ontem na Câmara Municipal, durante reunião da Comissão Permanente de Vigilância e Defesa do Igapó, que foram descobertos nos últimos meses 241 pontos de lançamento de elementos poluidores na bacia dos quatro lagos Igapó, formada pelo ribeirão Cambé, córrego do Leme e outros afluentes. Das fontes poluidoras, oito lançam esgoto doméstico e 46 jogam restos de óleos combustíveis. As demais fontes poluidoras, que chegam aos lagos através das galerias pluviais, necessitam de melhor definição sobre os produtos poluentes.
Participaram ainda da reunião da comissão - coordenada pelo vereador Célio Guergoletto (PMDB) -, representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A primeira fase do nosso trabalho, que era a do mapeamento dos pontos poluidores, está concluída. Vamos agora definir corretamente o tipo de poluição lançado em cada foco e definir ações para a solução do problema, que é grave, comentou Maggi.
Segundo ele, outro problema sério - a poluição dos lagos por restos lançados por 47 postos de combustíveis e oficinas mecânicas - foi recentemente resolvida no centro da Cidade através de um trabalho conjunto com a Sanepar. O diretor da AMA afirmou que todos que apresentavam problemas tomaram as providências necessárias para o fim dos vazamentos que chegavam ao Igapó.
De acordo com Célio Guergoletto, os técnicos do IAP já começaram a trabalhar nas coletas e análises do nível de poluição e balneabilidade das águas dos quatro lagos. Os resultados devem ser apresentados na próxima reunião da comissão, no dia 30 de dezembro. Com base neles, serão instaladas nas margens do Igapó placas indicativas sobre os índices de poluição e as consequências do uso da água Igapó para banho e natação. Os membros da comissão estão preocupados porque durante o verão aumenta o número de populares que recorrem às águas do lago para o lazer.
O coordenador da comissão disse que prepara projeto de lei que possibilitará a abertura de concorrência pública para a exploração do transporte pluvial com pequenas embarcações nos lagos. O transporte deverá ter fins de turismo e implementação da educação ambiental. A empresa que ganhar a licitação e for explorar os serviços ficará responsável por investimentos na recuperação, despoluição, manutenção da qualidade das águas e outras benfeitorias necessárias no Igapó.
Pelo projeto, a fiscalização e supervisão desta exploração comercial de transportes nos lagos ficariam a cargo da AMA. Mas antes de o projeto ir a votação, solicitaremos pareceres dos especialistas da AMA e do IAP, para termos a certeza de que este tipo de transporte é possível sem poluir ou prejudicar ainda mais o já problemático Igapó.


