AMA define até final do mês local do novo 'lixão'
Mauricio Della Barba
De Londrina
O novo local do aterro sanitário de Londrina deverá ser definido até o final deste mês. É o que garantiu ontem o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Rubens Canizares. Estamos estudando desde julho cerca de seis áreas na cidade. Até o final do ano, o novo local já estará definido, disse Canizares.
O presidente da AMA fez o anúncio ontem, durante uma reunião na Câmara de Vereadores, com a presença da promotora aposentada Maria Lúcia Reichenbach (ex-Promotoria Especial de Defesa do Meio Ambiente), do professor do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina, Wladimir Cesar Fuscaldo, do vereador Tercílio Turini (PSDB), técnicos da Companhia Municipal de Urbanização de Londrina (Comurb) e representantes do Bairro do Limoeiro, atual área do lixão da cidade.
Apesar da definição da área, o funcionamento do novo aterro deve demorar mais algum tempo. Canizares acredita que até junho do próximo ano, data em que vence a autorização concedida pela Câmara de Vereadores para o funcionamento do aterro no Limoeiro (zona leste), o novo local deverá estar à disposição. Acho que se for dado um empenho maior, a cidade terá seu novo aterro pronto até o meio do ano que vem, afirmou o presidente.
Já para o professor Fuscaldo o prazo seria maior. Todo o processo de análise ambiental da nova área demora no mínimo um ano e meio para ser concluído, salientou o docente. Ele estuda há três anos o problema do aterro sanitário. Segundo Fuscaldo, a vida útil do atual lixão está praticamente esgotada e não comporta mais resíduos. A quantidade de lixo produzido na cidade aumentou e a área de depósito ainda é a mesma, afirmou.
O projeto de definição da nova área vem sendo discutido desde 1996. Desde a época, até agora, a Câmara já postergou por três vezes o prazo de funcionamento do atual Lixão. Turini acredita que a Câmara não deve autorizar uma nova permissão. As lagoas de chorume (resíduo líquido do lixo) já estão quase transbordando. Se o período de chuva for grande, corremos o risco de um acidente ecológico sério, avaliou.
Segundo Turini, uma lei de junho de 1996, autorizou o Executivo a comprar uma área de aproximadamente 85 mil metros quadrados, vizinha ao aterro do Limoeiro, para a construção de duas novas lagoas de chorume. A área, avaliada na época em R$ 57 mil, até hoje não foi comprada. Sobre a instalação da usina de compostagem e reciclagem de lixo, guardada na fábrica, em Cornélio Procópio, Canizares disse que em janeiro, 30% da usina será utilizada na coleta seletiva do lixo. A usina só será construída por inteiro quando for definido o novo local do aterro sanitário, disse.





