‘‘O que é necessário destacar é a responsabilidade de cada cidadão. Não dá para o sujeito pegar o lixo da casa dele e jogar num terreno abandonado, num fundo de vale. E isso acontece frequentemente’’, lamenta o presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Nelson Kohatsu. Para ele, o grande problema hoje a ser superado é deixar claro para cada cidadão a própria responsabilidade, tirando a idéia de que o município é responsável por tudo.
Em Londrina, além do aterro sanitário, existe a central de galhos para resíduos vegetais, e a central de moagem. Diversas vezes, no entanto, terrenos baldios se transformam em depósitos de entulhos, de sofás velhos e até mesmo de animais mortos. ‘‘A pessoa utiliza o animal a vida inteira. Depois ele fica doente, não é tratado corretamente, morre e é jogado. Isso é um crime’’, aponta Kohatsu.
Não é raro também carroceiros e até empresas de caçamba despejarem o entulho para um fundo de vale ao invés de levá-lo para a central de moagem, na zona sul. ‘‘Eles não querem fazer o percurso mais longo e jogam em qualquer lugar. E durante o dia ninguém faz isso, eles aproveitam a noite para não ser identificados’’, comenta, lembrando que quando há flagrante, os responsáveis são autuados.
Para evitar esse tipo de irregularidade, a AMA tem instalado muros de arame em locais de fundo de vale e também placas indicando que é proibido jogar lixo no local. O presidente da AMA diz que, depois disso, a ação ilegal de caçambeiros e também da população menos esclarecida diminuiu bastante, mas ainda não acabou. ‘‘A comunidade poderia exercer mais o lado de cidadão. Em respeito às outras pessoas e também a ela mesma.’’
(Lúcio Horta)

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