AMA busca fonte da sujeira
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de abril de 1997
Da Redação 
O superintendente da AMA, Nelson Takeo Kohatsu, concorda com os pescadores e diz que a poluição do Lago Igapó é um problema sério e precisa de solução urgente. A dificuldade, porém, está em encontrar a fonte poluidora, que estaria jogando óleo no lago. Estamos estudando, junto com o IAP e a Sanepar, para descobrir quem é o poluidor, mas não está fácil.
Nelson Kohatsu lembra que no ano passado foi preciso baixar o nível do lago para encontrar pontos de poluição e que, mesmo depois de todo esse trabalho, ainda tem gente que continua a jogar detritos na água. Talvez tenhamos que quebrar a pavimentação, abrir cada caixa de visita e ver de onde está escoando o óleo, observa, sem especificar a data que esse tipo de trabalho poderia começar a ser feito.
A AMA também está cadastrando pontos comerciais e industriais da região e checando as caixas de visita, tentando identificar as fontes poluidoras. Esse trabalho, segundo Kohatsu, tem que ser feito de maneira sistemática para evitar que a pessoa deixe de poluir durante um período e volte em outro.
Mas a dificuldade maior, afirma o superintendente, ainda está na própria cultura de alguns empresários, que preferem burlar a fiscalização do que resolver o problema de uma vez por todas. Infelizmente algumas pessoas não se conscientizam e continuam poluindo. Mas o Igapó está permanentemente na nossa agenda de atuação.
Sobre a eficiência ou não do trabalho de despoluição no lago, feito na gestão passada, Kohatsu prefere não comentar. Não acompanhamos o trabalho, então não dá para falar, diz ele. Agora, é lógico que se ainda existe foco de poluição nós temos que agir agora, com um trabalho sistemático.
(Lúcio Horta)


