Alvos de descaso
Hidrantes são alvos de descaso da população. A afirmação é do tenente Renê Augusto Bortolassi de Oliveira, chefe do setor de vistorias do Corpo de Bombeiros. ''Além de obstrução por veículos ou por lixo acumulado, existem casos de equipamentos velhos e ressecados, impossibilitando o uso durante uma emergência'', conta.
O chefe de vistorias explica que muitas vezes os hidrantes não têm cano de alívio para esgotar a água da chuva. ''Já tivemos problemas de chegar ao local e não conseguir acessar o hidrante por causa da água acumulada, que faz com que os registros enferrujem'', comenta, afirmando que as fiscalizações são realizadas periodicamente.
Ele diz que o mau hábito de jogar lixo nos hidrantes de recalque acaba fazendo com que os bombeiros tenham que procurar outro hidrante nas proximidades para ter acesso a água. ''Em caso de necessidade solicitamos desvio de coluna d'água, cujo controle está a cargo da Sanepar. Por este mecanismo é possível desviar o fluxo de água para determinado hidrante para ter mais pressão.''
O tenente explica que a exigência do código de prevenção de incêndio quanto ao volume da reserva técnica de água nas edificações pode ser reduzida em 20% a cada 100 metros se tiver um hidrante de recalque a menos de 100 metros. ''O pessoal tem que cumprir essa exigência e, antes de começar a construção, o proprietário já deve ter um projeto de prevenção de incêndios'', orienta.
A Sanepar informa que Londrina possui atualmente 350 hidrantes. Cada um cobre dez quarteirões ou 1.500 metros quadrados, o que segundo a Sanepar seriam suficientes para cobrir a cidade inteira. (V.O.)





