Londrina - Desde o início do mês, com a chegada do período mais crítico do ano para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, a 17ª Regional de Saúde reforçou as campanhas de conscientização para evitar que a doença fuja ao controle. O grande desafio da 17ª Regional de Saúde (RS) é retirar Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina) da situação de epidemia. O município de 10,8 mil habitantes registrou 76 casos confirmados desde agosto do ano passado; 73 autóctones e três importados. Só neste ano, 29 pessoas contraíram dengue na cidade.
A incidência na cidade é de 671,63 casos por 100 mil habitantes, a terceira maior do Estado, atrás apenas de Marilena e Nova Londrina (Noroeste). A incidência no Paraná é de 21,37 casos por 100 mil habitantes, considerada baixa pelo Ministério da Saúde, na faixa de menor que 100 casos por 100 mil habitantes. Acima de 300 casos, a doença é considerada epidemia. Um novo boletim deve ser divulgado hoje pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde da 17ª RS, José Carlos Moraes, a tarefa não será nada fácil. "Podemos dizer que o município caminha para deixar esta incômoda situação, mas a temporada de chuvas e dias quentes facilita a reprodução do mosquito", alertou. Moraes explica que será necessária a colaboração dos moradores para que o quadro seja revertido. "O problema é grave e, se não houver comprometimento da população, os esforços serão inúteis ".
Bela Vista do Paraíso, com 15,5 mil habitantes, aparece logo atrás com incidência de 77,1 casos por 100 mil habitantes. São 13 casos desde agosto, cinco neste ano. Do total, 12 autóctones e um importado. Segundo Moraes, as características dos municípios vizinhos são as mesmas. "Na verdade todos os 21 municípios da região estão em risco, pois a circulação viral é grande".
Ibiporã é a cidade com a terceira maior incidência, 74,14 por 100 mil habitantes. São 38 autóctones e um importado. Em Londrina, a taxa de incidência é de 26,79, com 101 casos registrados no ano. Segundo Moraes, até as cidades com taxa zero de incidência, como Cafeara, Miraselva, Pitangueiras, Prado Ferreira, Primeiro de Maio e Tamarana, preocupam. "O silêncio é alarmante. Não é porque não há registros que as equipes de saúde podem descuidar", advertiu.

Continue lendo:

- Agentes abordam pacientes do Cismepar

- Índice de infestação é de 2,4% em Maringá

mockup