Alunos vão ao parque para aprender Física
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de abril de 1998
Benê Bianchi 
Josoé de CarvalhoConceitos aplicadosAlunos ontem na Feira: cálculos para entender a Montanha Russa Alunos do Colégio Marista deixaram as salas de aula ontem para aprender na prática os complicados conceitos da Física. Os estudantes do 2º colegial passaram a tarde no parquinho da 38ª Exposição Agropecuária e Industrial, que acontece no Parque Ney Braga (zona oeste da Cidade). Velocidade escalar e angular, aceleração, energia potencial e cinética, força centrípeta, entre outros itens, deixaram as páginas dos cadernos e livros para virar pura adrenalina.
Andando e observando os brinquedos, cerca de 170 alunos experimentaram a Montanha Russa, Kamikase, Evolucion e os demais brinquedos radicais - com um olho no relatório que terão que entregar ao professor Eduardo Nagao. Os professores Jorge Antônio de Andrade e Fábio Carvalho também acompanharam os alunos. Os estudantes terão que responder, por exemplo, o que provoca a sensação de prazer e descarga de adrenalina quando se está na montanha russa.
Para essa questão, o professor Nagao dá uma colher de chá e responde: Não é a velocidade do carrinho que provoca essas emoções, mas sim a aceleração, que é a variação da velocidade num pequeno intervalo de tempo. Mas os alunos terão ainda que calcular a velocidade mínima para que o carrinho da montanha russa possa fazer um looping (volta completa), cronometrar o tempo gasto pelo carrinho, determinar a velocidade escalar média do carrinho no percurso total etc.
Embora ainda não tenham visto com profundidade, em sala de aula, todos os conceitos da Física analisados na Exposição, os alunos não se assustaram com o relatório que terão que preencher. Vendo na prática o que a gente aprende na escola fica mais fácil memorizar. Com certeza agora eu vou melhor na prova, considera a aluna Renata Paiva. Ela diz que todo ano vai aos brinquedos da Exposição, mas ainda não havia pensado em como eles funcionam.
Luiz César Dalbelo também acredita que agora passará a entender melhor o que o professor fala em sala de aula. É mais difícil aprender física. Assim, na prática, a gente aprende melhor. Outra aluna que garante ter desvendado um pouco mais da matéria é Juliana Yokoyama. Só com a teoria a gente não consegue visualizar o que acontece.
Este é o quarto ano que os alunos do Marista usam o parquinho da Exposição como laboratório. O resultado, segundo o professor Nagao, tem sido muito bom. Ele observa que o ideal seria que a experiência ocorresse no final do ano, quando os alunos já viram todo o conteúdo da matéria.
Como a oportunidade ocorre durante a Exposição Agropecuária, o professor dá uma aula com as noções básicas sobre os conceitos físicos. Quando nós vamos ver a matéria com mais profundidade, mais para o final do ano, eles se recordam do que viram aqui. A aula prática facilita bastante o entendimento.


