Alunos vão à Câmara pedir segurança
Lucilia Okamura
A falta de segurança é o problema que mais aflige os alunos da 6ª série do Colégio São José, no Jardim Leonor (zona oeste de Londrina). Ontem, eles estiveram na Câmara de Vereadores pedindo o apoio para minorar o problema. Os alunos fizeram um trabalho sobre a política no Brasil e foram até a Câmara conhecer o trabalho dos vereadores. Na ocasião, entregaram algumas cartas em que relatam os problemas do bairro. Na maioria delas está registrada a preocupação com a violência.
O senhor (vereador) poderia nos ajudar na grande luta contra a violência. Minhas expectativas de vida são grandes mas, para isso, todos os vereadores devem fazer nossa cidade digna de se viver, escreveu a aluna Gabriela Julia Moura. Ela contou que resolveu falar sobre a falta de segurança porque dias antes havia acontecido um assalto na casa vizinha. O assaltante quase entrou na minha casa. Fiquei assustada.
O aluno Leandro Rocha cobrou do vereador Sidney de Souza (PST) a construção de um módulo policial próximo ao colégio. Souza informou que esta reivindicação, levantada durante reunião com a comunidade, foi encaminhada ao comando da Polícia Militar no ano passado. Mas o comando sempre fala que não tem efetivo suficiente, lamentou.
Os vereadores também se manifestaram no plenário para falar sobre a violência. O vereador Célio Guergoletto (PMDB) não economizou críticas ao comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Silvio Mazalotti, e ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes.
O comandante parece um juiz de futebol quando apita uma boa partida: nunca aparece. E tenho encontrado o doutor Wanderci só nas inaugurações feitas pela prefeitura. Ele tem que pegar o revólver e ver o que anda acontecendo na cidade, disparou. Os vereadores devem marcar uma audiência pública para debater assunto.
Fernandes disse que os vereadores têm o direito de criticar, mas que a polícia tem feito o seu trabalho. Milagres não podemos fazer, ressaltou. Na sua opinião, seria necessário combater a miséria, fome e o desemprego, que são os fatores que contribuem para aumentar a criminalidade. Mazalotti disse que não gostaria de fazer comentário sobre as críticas.





