Alunos têm dossiê sobre privatização
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Mônica Kaseker<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A APP/Sindicato pretende denunciar ao Ministério Público a privatização do ensino público no Paraná. Ontem, alunos e professores do Instituto Politécnico do Paraná (IPE), em Curitiba, apresentaram documentos na tentativa de comprovar o processo de privatização em andamento. Segundo eles, o IPE oferece ensino médio com formação profissionalizante e é gerenciada pela Paranatec, que vem reduzindo a oferta de cursos gratuitos e instituindo outros pagos no ciclo pós-médio.
Uma cópia dos documentos reunidos por alunos e professores foi encaminhada ao futuro secretário de Educação, Maurício Requião. Eles querem reabrir as matrículas para o ensino médio no IPE já para o próximo ano. Uma das irregularidades seria que, mesmo antes de passar o pedido de encerramento do ensino médio pelo Conselho Estadual de Educação, no início deste ano a direção do IPE impediu matrículas dos alunos egressos do ensino fundamental.
Segundo a comissão, no processo de eleição para direção de escola, em 2001, a Paranatec participou com direito a voto. Eles discordam da legitimidade da escolha do atual diretor Celso Eduardo Fungalli. O dossiê será entregue também a deputados, vereadores e ao Conselho Estadual Educação, em nome dos professores do colégio, do Grêmio Estudantil (GEIPE), membros da Comunidade, APP-Sindicato, Fórum Paranaense em Defesa da Escola Pública, Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal em Curitiba (Sismmac) e União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES). O presidente da APP, José Lemos, diz que até 1999 o Paraná tinha 1.080 escolas profissionalizantes que o Programa de Expansão e Melhoria de Ensino Médio (Proem) extinguiu, sem colocar nada no lugar.
O IPE existe há cerca de 40 anos e oferecia, até 1999, 1,2 mil vagas divididas entre o ensino fundamental (5 a 8 séries), médio e profissionalizante. As resoluções da Secretaria de Estado de Educação prevêem a extinção gradativa das turmas de ensino fundamental e médio até 2004, quando a instituição deverá se dedicar exclusivamente ao ensino pós-médio profissionalizante.


