Edson MazzettoDecisãoAssembléia realizada ontem no campus de Cascavel, quando foi decidida a continuação da greveEstudantes do campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiram ontem, em assembléia, manter a paralisação das aulas enquanto o Estado não formalizar autorização para contratação de novos professores. ‘‘Só voltaremos com o papel assinado’’, disse o coordenador do Diretório Central de Estudantes (DCE), João Chomilovsky. Segundo ele, os alunos podem tentar na Justiça obter autonomia orçamentária para a Unioeste, assim como ocorreu em outras universidades estaduais.
Os 1.960 alunos de Cascavel estão em greve desde o início da semana e ontem a paralisação se estendeu para o campus de Toledo. Em Marechal Cândido Rondon, apenas um grupo de alunos parou e em Foz do Iguaçu ainda não há mobilização. A decisão de não voltar às aulas contrariou expectativa manifestada pela vice-reitora Liana Vasconcelos, quarta-feira, quando esteve em Curitiba acompanhando 150 alunos que foram reivindicar ao governo contratações, laboratórios, equipamentos e obras nos quatro campus.
Liana havia dito que o Estado tinha assumido o compromisso de atender as reivindicações, o que poderia levar ao retorno das aulas. Segundo Chomilovsky, o secretário de Ensino Superior, Alex Brandão, deu grande expectativa mas não definiu a data para autorizar as contratações. Os estudantes também estiveram na Assembléia Legislativa, pedindo o apoio dos deputados inclusive para a concessão de recursos, de cerca de R$ 10 milhões, para aquisições necessárias e obras de paisagismo nos campus.
Segundo o coordenador do DCE, na semana que vem a Assembléia Legislativa deve formar uma comissão, que visitará os campus da Unioeste para verificar o que falta em cada local.
A Unioeste e a Unicentro, de Guarapuava, são as únicas universidades estaduais do Paraná a depender diretamente de liberação de recursos pelo Estado, o que é feito de forma escalonada. Pela falta de autonomia, a contratação de professores depende de autorização do governo. Dois concursos realizados no ano passado aprovaram 64 professores, mas a autorização para contratá-los foi dada apenas na semana passada. Se todos os aprovados assumirem - o ato de posse será hoje -, ainda assim faltarão 56 professores, que terão que ser habilitados através de teste seletivo.

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