Alunos simulam acidente radioativo
Marta Medeiros
Especial para a Folha
De Maringá
Alunos dos cursos de biologia e farmácia participaram ontem à tarde, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), de uma simulação de acidente radioativo. Em menos de 10 minutos eles conseguiram descontaminar uma vítima e isolar os rejeitos radioativos. O evento denominado Descontaminação Radioativa em Laboratórios e Clínicas foi coordenado pelo professor Nilson Benedito Lopes, supervisor da área de Proteção Radiológica.
Lopes explicou que a probabilidade de acidentes aumenta quando especialistas em laboratórios ou clínicas estão sujeitos à irradiação externa ou interna pelo uso de radiação ionizante. A irradiação externa é controlável com blindagem ou monitores de radiação. O problema está justamente na interna, que pode provocar lesões no ser humano, além de problemas como náuseas, fadiga, diarréia e quedas de cabelo.
O professor disse que, no caso de um técnico contaminar as roupas durante seu serviço, é necessário uma comunicação rápida entre os profissionais do local de trabalho. O tempo de remoção da roupa também é fator preponderante, pois elimina-se em 95% a probabilidade da substância radioativa ser absorvida pelo tecido, explicou o professor que é credenciado no Paraná pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cenen).
Durante a simulação, os alunos isolararam a área do acidente, retiraram as roupas e limparam com soro o manequim e recolheram o rejeito radioativo em tambores. Todo o procedimento demorou menos de 10 minutos. Em Maringá, além de profissionais da UEM, equipes do Corpo de Bombeiros também estão aptas a socorrer vítimas de contaminação radioativa.





