Dorico da SilvaPesquisa de ruaEstudantes que fizeram trabalho sobre o Calçadão de Londrina: proposta para melhoria do localNão só os comerciantes pedem mais atenção à área central de Londrina. Um grupo de alunos da 8ª série do Colégio São Paulo, localizado no centro da Cidade, também está preocupado com a situação de um dos principais cartões-postais do município: o Calçadão. Eles levantaram, durante dois meses, os problemas do local e estudaram soluções para tentar resolvê-los.
Lixo, falta de segurança, bancos desconfortáveis e desgastados, além de lâmpadas queimadas, foram alguns dos problemas levantados durante o tempo em que os alunos permaneceram no Calçadão, observando o hábito das pessoas e até entrevistando os frequentadores. Eles também tiraram fotos do lixo acumulado e dos resíduos despejados na calçada pelos donos de quiosques.
Os estudantes reclamam que os sacos de lixo dos prédios localizados no Calçadão são colocados pela manhã, mas o lixeiro só os recolhe no final da tarde. Eles constataram também que os banheiros públicos deveriam ser mais limpos, mesmo porque a utilização deles é cobrada.
Arquivo particularAmontoadoEstudantes registraram o acúmulo de lixo no Calçadão: sacos são recolhidos só uma vez por dia
Uma das alunas, Larissa Dumas, 14 anos, lembra que a praça é lavada a cada dois meses, através de um acordo entre a Prefeitura e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). ‘‘A Acil dá o material de limpeza e a Prefeitura entra com a mão-de-obra’’, explica a garota. ‘‘Na minha opinião tinha que ser lavado pelo menos uma vez por mês’’, diz Ana Carolina Segantini, 14 anos. Guilherme Petrossini, 16 anos, cobra uma melhoria no calçamento, em alguns pontos cheios de buracos e bastante danificados.
Débora Porto de Morais e Larissa Cristina da Silva, ambas de 14 anos, ouviram frequentadores do Calçadão e arquitetos, na tentativa de descobrir soluções para o espaço. Segundo elas, os moradores das imediações querem que o Calçadão tenha um espaço reservado de lazer, como um playground e também mais segurança. ‘‘Eu mesma já vi assaltos aqui no Calçadão’’, conta Débora. Dos cinco alunos, as quatro meninas moram no centro de Londrina e Guilherme é de Cambé.
Para tentar amenizar o problema do lixo, as meninas sugerem a colocação de maior número de latões, que poderia ser diferenciado para cada tipo de resíduo - plástico, alimentos, papel. Elas também aconselham mudanças estéticas no Calçadão, como a troca dos bancos, do modelo das luminárias e um projeto mais ‘‘bonito’’ de jardinagem.
O trabalho do grupo foi apresentado durante a Expo SP 97, feira científica e cultural do Colégio São Paulo, no mês de outubro, e obteve a segunda colocação.
Para o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente, Nelson Kohatsu, não há motivos para os estudantes reclamarem da limpeza do Calçadão. Segundo ele, a varrição começa por volta das 7 horas e só termina às 22 horas. No sábado, os garis trabalham até por volta das 15 horas. A última lavagem do Calçadão, segundo ele, aconteceu no início deste mês. A próxima será no começo de dezembro.
(Adriana de Cunto)

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