Alunos se dividem sobre aplicação de brincadeiras
Curitiba - Um dos estudantes do curso que aplicou as brincadeiras consideradas irregulares pela pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFPR, Rita de Cássia Lopes, defendeu os colegas de turma, referindo-se à atividade como "uma dinâmica para descontrair". "Só participou quem quis", emendou ele, que faz parte do centro acadêmico do curso. Em seguida, reconheceu: "é um trote, mas sem violência".
"Vítima" da brincadeira, a recém-egressa na universidade, Fernanda Pamplona, 18 anos, não considerou a ação ofensiva. "Não é obrigado a participar. Acho que ajuda na interação", disse. Já a futura colega de profissão, Luíza Maioli, 19, acredita que faltou respeito de alguns veteranos na aplicação do trote. A jovem teve o rosto pintado contra sua vontade. "Na verdade não gostei. Achei que foi meio forçado. A dinâmica constrangeu o pessoal", explicou.
Ao contrário dela, outros comemoravam o trote. "Já consegui R$ 1,50 e um chiclete!", dizia Natália Panis, 17, com o rosto e os braços pintados. "Só é trote a partir do momento em que nos sentimos constrangidos e obrigados a participar. Acho que o que está sendo feito é uma maneira de comemorar nossa vitória", afirmou. (T.A.)





