A procuradora jurídica da UEL, Marinete Violin, adiantou que vai recorrer da decisão no Tribunal de Justiça, em Curitiba. Segundo ela, várias atividades culturais foram transferidas para o campus da universidade, que fica na zona oeste. "Mesmo com todos os transtornos, estamos mantendo a grade curricular obrigatória para os alunos, que é nossa obrigação. Apenas as atividades de educação física permanecem no colégio", detalhou.
O Colégio de Aplicação do Centro conta com 1,2 mil alunos com idades entre 11 e 18 anos. "A universidade nunca cedeu ou alugou o espaço para festas e coisas do gênero, o barulho era apenas de atividades pedagógicas", garante. Sobre as caixas de som, ela alega que só eram usadas nas aulas de dança, uma vez por semana, e na Festa Junina e Jornada Cultural, realizadas uma vez por ano.
Marinete rebate as acusações de barulho excessivo no colégio com a queixa de uma reforma no prédio da advogada. "Os alunos também estão sendo prejudicados pelo barulho das obras. O juiz não deu atenção a este fato, por isto vamos recorrer. É um paradoxo o barulho da escola incomodar e o das obras não", expõe. (C.F.)

mockup