Alunos são exemplos de perseverança
Londrina - O Pronatec tem estimulado as pessoas a voltarem a estudar. Um exemplo é Elaine Mara Felipe, de 36 anos, que estava há 11 sem frequentar uma sala de aula. Ela conta que soube da exigência de estar matriculada no 2º ou 3º ano do Ensino Médio quando buscou informações sobre o curso técnico de auxiliar de Enfermagem, no Senac. "Eu trabalhava como babá em tempo integral, mas quando soube do curso, parei de trabalhar e me matriculei na escola. Não vou dizer que não passei dificuldades financeiras, mas meu marido tem me dado apoio", apontou.
Sua colega de classe, Roseli Sumbak, de 47 anos, também é um exemplo de perseverança. Ela conta que foi alfabetizada quando tinha 14 anos, terminou a 4ª série em 2002 e depois ingressou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e concluiu o Ensino Médio no ano passado. Enquanto cursava o EJA, ela se matriculou no curso técnico. "Quando surge uma oportunidade a gente tem que agarrar com as duas mãos", afirma. Ela vê na nova profissão algo gratificante. "No estágio que faço no Hospital do Câncer, quando os pacientes me veem, dizem que o anjo de branco está chegando", revela.
Outra estudante da mesma turma, Naiara Ferreira Santos, de 19 anos, é finalista das Olimpíadas do Conhecimento do Senac, que busca a excelência de atendimento por meio da humanização na área da saúde. Ela disputará contra uma estudante de Maringá a vaga para ser a representante do Paraná na competição nacional, que será realizada em setembro, em Belo Horizonte (MG). "Estudo das 7 às 23 horas, mas é gratificante. Um dia quero estudar Medicina. Quero ser neurocirurgiã", afirma.
A enfermeira Mábila Trevisan, professora do curso, destacou que depois de formadas, as alunas precisam obter o registro no Conselho Regional de Enfermagem para poderem atuar. "As alunas podem até se aprofundar e fazer um outro curso com mais dois anos de duração para poderem trabalhar com quimioterapia e hemodiálise", explicou.
A coordenadora do curso, Fabiana Taborda, ressalta que o Pronatec possibilita que pessoas tenham acesso a essa qualificação profissional gratuita. "Nós trabalhamos bastante para formar bons profissionais e com qualidade", concluiu. (V.O.)





