Alunos de matemática e engenharia em produção agroindustrial da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) estão organizando um movimento para pressionar o governo do Estado a garantir a estrutura que os dois cursos precisam para ser reconhecidos pelo Ministério da Educação. Os dois cursos foram implantados em 1998.
O receio dos estudantes é que os cursos formem suas primeiras turmas sem o reconhecimento. Para os alunos de matemática, isso é praticamete certo. A primeira turma se forma no final deste ano. O curso de engenharia agroindustrial concluirá sua primeira turma ano que vem. Os dois cursos ainda não têm nem um quadro efetivo de professores.
‘‘Um dos requisitos básicos para o reconhecimento é a existência de professores efetivos’’, lembra o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Fecilcam, Fabiano da Silva França. Segundo ele, também faltam melhorias no acervo bibliotecário e novos laboratórios. O DCE vem conversando com entidades organizadas da cidade para ajudar na pressão ao governo.
Anteontem à noite, França usou a tribuna livre da Câmara de Vereadores de Campo Mourão para falar sobre o problema. Os estudantes tentam uma audiência com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig. Eles querem recursos e o compromisso da realização de um concurso para a contratação de professsores.
A diretora da Fecilcam, Sinclair Pozza Casemiro, disse ontem que é normal o reconhecimento de um curso só sair após a formatura da primeira turma. ‘‘Nós é que nos antecipamos e já chamamos o Conselho Estadual de Educação para uma avaliação’’, disse. Segundo ela, todas as providências necessárias estão ao alcance da direção, menos a realização do concurso para professores. ‘‘O que podemos fazer é cobrar do governo do Estado’’.

mockup