Alunos reclamam de prejuízo
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domingo, 10 de junho de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
Alunos do Centro de Formação de Condutores Auriverde, de Maringá, afirmam que foram lesados pela empresa, que encerrou as atividades no mês passado. A maioria pagou R$ 500,00 para aprender dirigir, mas acabou tendo apenas aulas teóricas porque a empresa faliu antes que eles pudessem ter as aulas práticas.
A auxiliar de enfermagem Sandra Regina Cavalcante Rosa, diz que pagou R$ 500,00 pelas aulas de auto-escola da filha. Só que, quando ela ia começar a ter aulas prática, a auto-escola começou a enrolar. Eles marcavam o horário de aula para minha filha só que não apareciam, critica. Sandra Regina diz que esteve no Procon para fazer a denúncia contra os diretores da empresa, mas foi orientada a procurar a Junta Comercial. Só que na Junta Comercial não tem nenhuma empresa com o nome de Centro de Formação de Condutor Auriverde, diz. Ela também afirma que entrou em contato com o Detran, mas ninguém soube informar sobre o destino da empresa.
A vendedora Ilda Saraiva Furuya também começou a ter aulas no Centro de Formação de Condutores Auriverde em fevereiro deste ano. Na época ela pagou R$ 500,00, mas também não teve acesso às aulas práticas. Um dos mais indignados com o prejuízo é o cobrador Cláudio João de Araújo. Ele efetuou o pagamento no valor de R$ 300,00, mas acabou sem aulas de direção. Como é que uma empresa que não está inscrita na Junta Comercial estava atuando na cidade?, indaga. A estimativa, segundo ele, é de que 30 pessoas tenham sido lesadas pela empresa.
De acordo com o advogado Rogério Vieira, que representa um dos sócios da empresa, não há intenção de lesar nenhum dos alunos da auto-escola. Ele afirma que os diretores ainda estão se reunindo para definir como irão devolver o dinheiro para os alunos que não concluíram as aulas práticas. Tudo vai depender do acordo entre os sócios, mas posso garantir que não há intenção nenhuma em causar prejuízo a ninguém, afirma. Segundo Vieira, a auto-escola tinha dois sócios e teve que encerrar as atividades devido a várias dificuldades. Ele garantiu ainda que a empresa está inscrita na Junta Comercial e que atuava legalmente.


