Alunos do curso de Artesanato com Produtos Recicláveis, oferecido pela Funtel, reclamaram à FOLHA que faltam materiais indispensáveis para a realização das aulas. Segundo eles, desde os primeiros dias de aula faltam garrafas pet - que é um dos principais focos do curso -, e os alunos são obrigados a deixar a instiuição para coletar o material na rua. Outros produtos utilizados são tesoura, fita adesiva, estilete e cola.
''Nos primeiros dias não tinha material algum. A gente já ficou o dia todo sem nada para fazer'', relatou uma artesã, que pediu para não ser identificada. Ela contou que só não abandonou o curso porque precisa do diploma para enriquecer o currículo.
Após a reportagem entrar em contato com a direção da Funtel, a aluna conta que uma psicóloga da instituição foi até a sala de aula. ''Ela reconheceu que a falta do material foi um erro deles e que é muito difícil conseguir as garrafas. Disseram que vão corrigir.''
A chefe do escritório regional da secretaria do Trabalho, Sueli Begiato, disse que não tinha conhecimento das reclamações e que determinaria uma fiscalização no local. De acordo com ela, todos os materiais são de responsabilidade da instituição.
O superintendente da Funtel, Moisés Betoni, negou a falta de materiais. ''Isso é totalmente improcedente. Há um problema de conteúdo, mas falta de material não'', disse. Ele confirmou que o problema fez reduzir o número de alunos, mas não soube informar quantas pessoas ainda frequentam as aulas. (F.C.)

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