A maioria do alunos que participa dos cursos de pós-graduação oferecidos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) encara uma rotina difícil em nome do estudo. Além das aulas serem sempre aos finais de semana, muitos não são de Londrina e encaram horas de viagem. Se não bastasse tudo isso, eles também estão enfrentando outro problema: a falta de segurança dentro do campus.
Os alvos favoritos são os carros, principalmente os de alunos de fora da cidade. Como nas sextas-feiras e sábados a UEL tem pouco movimento, os ladrões aproveitam para arrombar os veículos à procura de toca-CDs e malas dos estudantes. ''Todo final de semana pelo menos um carro é arrombado aqui. Agora quem é de fora está tendo que levar as malas para dentro da sala de aula com medo de ser roubado'', disse a estudante de pós-graduação em arquitetura, Fernanda Patsko.
Ela afirma que os equipamentos e pessoal de segurança existentes no campus não inibem os bandidos. ''As câmeras não funcionam, a guarita fica sempre vazia e o único segurança é um senhor de idade responsável por uma área muito grande'', garantiu. ''Os ladrões já viram que aqui é um lugar fácil de roubar e são profissionais. Eles desligam alarme, fazem tudo bem feito. Só percebi que tinham mexido no carro quando vi que a porta estava aberta'', completou a estudante Harissa El Ghoz, 22 anos, que teve o carro arrombado na semana passada.
Além do prejuízo financeiro, os alunos reclamam da falta de tranquilidade para estudar. ''Hoje já saí da sala duas vezes para ver se estava tudo bem. Não vou mais colocar som no meu carro enquanto estudar aqui'', comentou o estudante Ricardo Abulasan de Paula, 26 anos, que mora em Cambé e teve as portas e painel do carro danificados pelos bandidos. ''Meu prejuízo foi de quase R$ 2 mil.''
Para tentar resolver o problema, os estudante estão se unindo para contratar um segurança particular. Eles também pretendem se juntar para conversar com a prefeitura do campus e buscar soluções. ''Queremos mais seguranças, mais câmeras e vamos tentar um ressarcimento dos prejuízos'', afirmou Fernanda.
Segundo o prefeito do campus da UEL, Laerte Matias, os vigias que ficam dentro da universidade não têm obrigação de cuidar dos automóveis, e sim do patrimônio da instituição. ''A solução para esse problema é difícil. A univesidade é um lugar público e qualquer pessoa pode entrar. As câmeras são a forma que encontramos de identificar os ladrões e facilitar o trabalho da polícia. Mas não podemos colocar segurança armado dentro da UEL'', disse.
Ele afirmou que existem discussões com outras instituições de ensino para buscar soluções para o problema da criminalidade. ''Em outras universidades acontece a mesma coisa ou pior. É um problema social sem solução simples.''

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