Alunos que trabalham temem reposição
A eminência de volta às aulas na UEL é bem-vinda por todos os alunos, mas para aqueles que trabalham no comércio é sinônimo de preocupação. Entre os dias 4 e 22 de dezembro, as lojas funcionarão de segunda à sexta-feira das 10 às 22 horas o que limitará o período de reposição para esses estudantes.
José Lima do Nascimento, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindecol), disse que eles serão dispensados para as aulas, mas perderão as comissões nas vendas. Para Mônica Czigler, aluna do 1º ano de Ciências Sociais, esse prejuízo é irreparável. ''Não posso deixar o trabalho porque tenho várias contas para pagar. O salário de dezembro é praticamente o triplo do que recebo em qualquer mês do ano. Se não conseguir um acordo com os professores serei obrigada a abrir mão do ano de estudo'', previu a vendedora.
Maiana Roberta Bocchi de Oliveira vive a mesma situação. No terceiro ano de História, ela teme que a paralisação comprometa seus planos de pleitear uma vaga no mestrado no ano que vem. ''Este semestre eu deveria estar cumprindo com o estágio obrigatório. Se as aulas voltarem durante as férias da rede pública de ensino não sei como é que vamos atender essa exigência'', comenta a aluna que prevê a reposição até abril.
Ambas serão futuras professoras e por isto defendem o movimento. Segundo Maiana, a crise da UEL tem se refletido na qualidade de ensino que vem caindo ano a ano.
Aproveitando a vinda do governador Jaime Lerner (PFL) à Londrina para a inauguração da Casa de Custódia (veja matéria na página ao lado), os servidores da UEL e UEM farão um protesto ante à omissão dele nas negociações salariais. ''Até agora, ele não se manifestou. Prova do autoritarismo e truculência que marcam sua gestão'', disse o presidente da Assuel, Itamar André Rodrigues do Nascimento. Os grevistas prometem uma manifestação pacífica que deverá começar às 10 horas, na frente do novo estabelecimento prisional. (B.R.)





