Alunos de escolas da rede municipal de ensino receberam ontem pela manhã, das mãos do prefeito Nedson Micheleti, o livro ''Para Salvar o Mundo'', uma compilação de 140 redações com temas ecológicos e escritas pelos próprios estudantes. O livro é o resultado de um projeto da Secretaria Municipal de Educação com a Dixie Toga, fabricante de embalagens plásticas sediada em Londrina, e da Fundação SOS Mata Atlântica, para incentivo à divulgação da educação ambiental. No total, a edição tem 11 mil exemplares que serão distribuídos entre todos os alunos de 3 e 4 séries e nas bibliotecas das escolas municipais.
Segundo a coordenadora de comunicação da Dixie Toga, Daniela Lopes, a idéia de reunir redações de alunos da rede municipal surgiu como forma de divulgar as iniciativas de caráter ecológico tomadas pela empresa ao longo do ano. ''Estamos promovendo, desde novembro, o plantio de 15 mil mudas de árvores no parque Daisaku Ikeda (Zona Sul) e queríamos promover essa consciência entre as crianças. Daí surgiu a idéia de promovermos um concurso de redação, realizado em agosto, e reunir os resultados em um livro'', epxlicou.
Os 140 melhores textos foram reunidos no livro, lançado com a presença de autoridades e de parte das crianças escolhidas. De acordo com Daniela, os alunos vencedores puderam participar de palestras da Fundação SOS Mata Atlântica e da secretaria Municipal do Ambiente, além de realizar o plantio simbólico de 100 mudas de árvores no parque Daisaku Ikeda.
A estudante da 4 série da Escola Municipal Santos Dumont (Zona Sul), Giovana Pierotti Jacobs, de 10 anos, comprovou a eficiência do livro como forma de despertar a consciência ecológica nas pessoas, ao ler a redação de autoria própria incluída no livro. ''Vejo muitas coisas erradas acontecendo, mas o que acho pior é que os homens não páram de cortar as árvores, que nos dão sombra e ar puro. Acho que o homem precisa mudar de atitude'', afirmou, convicta.
De acordo com o prefeito, a rede municipal de ensino foi escolhida pela administração para funcionar como entrada para a educação ambiental na sociedade e os resultados do projeto ''Para Salvar o Mundo'', mostram parte dos resultados alcançados em 2004. ''Através das crianças chegamos aos pais. Vimos pelas redações que a preocupação com o meio ambiente existe e isso já é um grande passo na direção da preservação'', afirmou.
A secretária de Educação, Carmen Sposti, confirmou a intenção de usar a rede pública de ensino como forma de propagação de educação ambiental e espera, para 2005, contar com mais parcerias com a iniciativa privada. Os livros, inclusive, devem ser distribuídos nas bibliotecas de pelo menos 70 escolas de Londrina. ''Educação Ambiental já está incluída no currículo da rede, e projetos como esse atraem a atenção das crianças para o tema, por serem mais dinâmicos, ativos'', explicou. ''O livro é um exemplo de parceria bem-sucedida, um sistema que queremos expandir em projetos como o de inclusão digital'', exemplificou.

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