Curitiba - Alunos e professores do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay e moradores do bairro Tatuquara, em Curitiba, onde a escola está instalada, fizeram um protesto na manhã de ontem em frente à Secretaria de Estado da Educação para pedir mais segurança, especialmente no período noturno. Por dois dias consecutivos as aulas foram suspensas, depois de um tiroteio na noite de segunda-feira que provocou pânico na comunidade escolar, embora ninguém tenha se ferido. Uma das queixas dos manifestantes é que o prédio alugado onde funciona o colégio não oferece segurança, pois não tem sequer muros que impeçam a entrada de pessoas estranhas.
A coordenadora do projeto Patrulha Escolar pela Secretaria de Estado da Educação, Margarete Maria Lemes, que havia se reunido com a direção do colégio na quarta-feira, disse que uma das providências seria o reforço do policiamento durante à noite. Essa deve ser uma rotina até que o colégio volte para suas instalações originais, o que ainda pode demorar meses. As obras de ampliação e reforma, iniciadas em 2005, foram paralisadas por duas vezes e continuam paradas à espera da contratação de uma nova empreiteira. O edital de licitação deverá ser publicado em 30 dias.
O diretor do colégio, Manoel Pereira, disse que o protesto foi iniciativa da associação de moradores do bairro e que as aulas foram dadas normalmente ontem, inclusive no turno da manhã. Ele confirmou que houve reforço no policiamento e que a secretaria se comprometeu a instalar câmeras de segurança e grades altas e reforçadas para restringir o acesso ao colégio, em prazos de 15 e 45 dias, respectivamente.
O incidente que provocou a suspensão das aulas aconteceu por volta das 19h30, quando dois rapazes entraram no colégio e atiraram contra um dos alunos, que havia sido ameaçado por outros dois jovens que estavam nos arredores. Por causa do tumulto, as aulas para os cerca de 300 alunos do turno da noite foram suspensas, na segunda e terça-feiras.

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