Mais de três mil alunos da rede estadual de ensino de Sarandi (7 km a leste de Maringá) protestaram na noite de anteontem contra a mudança no horário das aulas. Os alunos reclamam que o aumento de 50 minutos na carga horária inviabiliza o estudo de quem trabalha. O protesto recebeu a adesão da Associação dos Pais e Professores (APP/Sindicato).
O presidente da APP em Maringá, João da Silva Alvedirs, afirma que o governo do Estado pretende transferir os alunos para o Centro de Ensino de Supletivo (CES). Segundo Alves, o CES tem hoje 33 mil estudantes, sendo a maioria pessoas que poderiam estar no ensino regular.
Até o ano passado, as aulas noturnas eram das 19h15 às 22h45. Com a mudança, o horário passou das 18h45 até as 23h15. Conforme o coordenador da comissão pró-Unes (União dos Estudantes de Sarandi), Aparecido Biancho, grande parte dos alunos de Sarandi trabalha em Maringá e depende de dois ônibus para chegar na escola.
Segundo Alves, a evasão no período noturno será alta nos próximas meses. Ele conta que os professores que dão a primeira aula trabalham com metade das turmas. O mesmo acontece com a última aula.
Segundo a coordenadora da Equipe de Ensino do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá, Sônia Landi, este ano o Estado passou a obedecer a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que estabelece uma carga mínima de 800 horas/aulas por ano. Sônia diz que não há outra alternativa senão o aumento na carga horária.

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