Solidários à greve dos professores da Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel (FFALM) de Bandeirantes (37 km a leste de Cornélio Procópio), iniciada anteontem, os estudantes do curso de agronomia fizeram ontem uma passeata pelas ruas da cidade.
Eles pretendiam sensibilizar a comunidade com faixas e cartazes pedindo ‘‘Socorro à FFALM’’. Segundo o estudante Alexandre Mendes Alcântara, 24 anos, os alunos pagam cerca de R$ 450,00 de mensalidade. Eles dizem que vão se reunir diariamente, acompanhando as negociações e que, se a greve continuar até o Carnaval, vão exigir providências para garantir o retorno das aulas.
O diretor da FFALM, Luiz Carlos Reis, disse ontem que não é contra as reinvindicações dos professores. ‘‘Só acho que o momento é inoportuno. Justamente agora que estamos recebendo novos alunos’’, lamentou. Reis explicou que o problema teve início no ano passado, quando o governo federal não repassou a verba do Crédito Educativo (Creduc).
‘‘Em 1996, cerca de 350 alunos eram credenciados e o governo repassava cerca de R$ 950 mil. Em 1997, o governo deixou de abrir novos créditos e, em 98, o repassasse começou a atrasar’’, informou o diretor. Segundo ele, hoje o atraso no repasse do Creduc chega a R$ 70 mil. Reis alegou ainda que pela própria conjuntura econômica, houve um grande desinteresse pela área agrícola. ‘‘Tivemos grande redução no número de alunos no curso de agronomia. Tudo colaborou para que a situação chegasse a este ponto.’’
Ontem, o Conselho diretor da Faculdade esteve reunido com o prefeito de Bandeirantes, Lino Martins (PTB), buscando formas de ajuda do município, já que a FFALM é uma Fundação Municipal. Reis acredita que os professores terão uma resposta ainda nesta semana.Carlos AlmeidaEstudantes da FFALM pedem uma solução para a greve de professoresLuciane Tonon

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