Londrina



Mário César


Albari Rosa


Em Londrina, os professores do Colégio Professor Carlos de Almeida, no Conjunto Lindóia (zona leste), encontraram uma forma diferente de aderir ao protesto da categoria. Em vez de paralisar as atividades, estimularam os alunos, nas duas últimas aulas, a preparar os cartazes que serão exibidos durante a passeata que acontece hoje, a partir das 10 horas, nas ruas do bairro (foto de acima). Em Curitiba, alunos do Colégio Estadual do Paraná ficaram sem aulas ontem (foto de baixo)




A greve dos professores estaduais teve a adesão total em 30% das 71 escolas de Londrina e parcial em outras 30%, que paralisaram alguns turnos. A avaliação do presidente da APP-Sindicato, Aristides Schiochet, não confere com o balanço feito pela chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Maria Genoveva Belucci. De acordo com o Núcleo, cinco escolas paralisaram totalmente as atividades e quatro delas apresentaram adesão parcial.
O presidente da APP-Sindicato atribuiu o baixo nível de adesão em Londrina à pressão exercida pelo governo do Estado. ‘‘Os professores foram ameaçados pela Secretaria de Educação de modo covarde’’, criticou. ‘‘Os anúncios feitos às vésperas da greve, de desconto dos dias parados, foram colocados em edital, intimidando os professores.’’
Para agravar a situação, disse Schiochet, os dirigentes sindicais não foram liberados para percorrer as escolas e explicar as diretrizes do movimento. ‘‘Sem esse conhecimento, os professores, que já ganham pouco, ficam com medo do desconto no pagamento’’.
O Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), maior escola de Londrina, com cerca de 4.200 alunos, não aderiu à greve. O segundo maior colégio da cidade, o Vicente Rijo, com quase 4 mil estudantes, teve as atividades paralisadas totalmente.
Os professores do Colégio Professor Carlos de Almeida, no Conjunto Lindóia (zona leste), encontraram uma forma diferente de aderir ao protesto da classe, que deflagrou greve ontem. Em vez de paralisar as atividades, estimularam os alunos, nas duas últimas aulas, a preparar os cartazes que serão exibidos durante a passeata que acontece hoje, a partir das 10 horas, nas ruas do bairro.
‘‘Como os professores entendem que greve prejudica os alunos, decidimos fazer essa manifestação alternativa, mobilizando também a comunidade’’, explica a professora Gislaine Pascoal. Como foram dadas três aulas, raciocina a professora, o Estado não poderá promover o desconto na folha de pagamento.

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