Alunos do curso de Fisioterapia da Universidade Tuiuti do Paraná fizeram ontem, na Praça Osório, em Curitiba, uma pesquisa para avaliar o que o curitibano sabe sobre Aids. O grupo de 60 alunos aproveitou para informar sobre a doença e a atuação dos fisioterapeutas em pacientes com HIV positivo.
O resultado da pesquisa, feita com 2 mil pessoas, deve sair em um mês e meio. O professor e supervisor do curso de Fisioterapia, Marcelo Xavier, adiantou que 20% das pessoas que passavam pela praça não sabiam o que era Aids. Segundo Xavier, o uso da camisinha também não é muito comum entre a população. ‘‘Todo mundo tem camisinha, mas não usa ou usa errado.’’
A estudante do quarto ano de Fisioterapia Juliana Roffe, 23 anos, disse que a população está mal informada. Segundo ela, as mulheres são mais acessíveis. Aceitam as explicações e as camisinhas distribuídas depois da pesquisa. ‘‘Os homens dizem que não precisam, que sabem usar a camisinha’’, disse.
As principais dúvidas são em relação ao contágio. A técnica de laboratório Shirley Camargo, 28 anos, não sabia se poderia haver contágio durante o sexo oral ou pelo contato do sêmen com a pele. Nas duas possibilidades, o contágio pode ocorrer só se a pessoa tiver uma ferida na pele ou micro-lesões.
O vendedor Mauro Siqueira, 31 anos, disse que estava informado sobre a Aids. Siqueira acha que a prevenção deve ser feita com o uso de camisinha durante as relações sexuais. Mesmo assim, não usa camisinha com a mulher. A justificativa é a fidelidade. ‘‘Eu confio nela e acho que ela tem que confiar em mim.’’
A adolescente Jucimeire Faria, 18 anos, não é casada, mas também tenta ter apenas um parceiro. Para ela, a camisinha é indispensável para a prevenção da doença. ‘‘Conheci uma pessoa que morreu de Aids há cinco anos. Depois disso, decidi me prevenir mais ainda.’’
Fisioterapia - Os fisioterapeutas podem ajudar a prevenir outras doenças que acometem os portadores do vírus HIV, como a pneumonia. Em crianças, também podem ajudar no desenvolvimento motor. ‘‘Crianças portadoras do vírus têm desenvolvimento motor anormal e atrofia muscular devido ao uso de coquetéis de remédios’’, disse Xavier.
A clínica de fisioterapia da Universidade Tuiuti do Paraná atende hoje 10 portadores do HIV. Quatro são crianças. A capacidade para o atendimento de portadores da doença é de 20 pessoas.

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