Alunos pedem desconto em pedágio
Cerca de 900 universitários de Londrina e região que estudam em Apucarana e Jandaia do Sul estão pleiteando junto à Viapar, concessionária responsável pelo Lote 2 do Anel de Integração, a isenção ou a redução do pedágio cobrado dos veículos de transporte escolar entre Rolândia e Arapongas, na BR-369. Para reforçar o pedido, eles elaboraram um abaixo-assinado com 960 assinaturas e o entregaram ao deputado estadual José Maria Ferreira (PSDB) para que ele intermedie a negociação.
Os estudantes alegam que a Econorte (Lote 1 do Anel de Integração) reduziu a tarifa para os veículos que levam os estudantes a Cornélio Procópio e Jacarezinho e reivindicam o mesmo benefício. Segundo Adriane Mesquita Sanches, aluna do 2º ano de administração pública da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (FECEA), a concessionária cobra R$ 0,50 por eixo ao invés de R$ 2,30 na praça de Jataizinho.
Com a redução nos gastos, as empresas de transporte poderiam renovar a frota e se adequar ao decreto estadual 1.821/2000, de 29 de fevereiro, do Departamento de Supervisão de Transportes Comerciais em Rodovias Intermunicipais, que proíbe a circulação de ônibus com mais de 15 anos, argumenta.
O deputado afirmou que sua intenção é pleitear descontos de pedágio para veículos escolares em todo o Estado. Além dos universitários, Ferreira disse que cerca de 150 produtores de hortifrutigranjeiros da região de Assaí (36 km a leste de Londrina) estão prestes a desfrutar do benefício. Segundo ele, a Econorte está cadastrando todos os veículos de produtores daquela área e pretende isentá-los da taxa todas as segundas-feiras. São proprietários de veículos pequenos, que trabalham numa atividade de baixa remuneração atrelada à instabilidade do mercado, justifica.
Ferreira disse que tentaria agendar uma reunião ainda para esta semana com a gerência da Viapar, mas até ontem nenhum contato havia sido feito. A assessoria de comunicação da concessionária disse que a isenção só é dada a veículos oficiais cadastrados na empresa e que não poderia estendê-la aos estudantes.
A Econorte explica que sua oferta tem base na cláusula 18 do contrato entre a concessionária e o governo estadual. A empresa entende que tem direito de conceder e suspender descontos tarifários, mas não poderá reivindicar compensações do governo.





