Alunos participam de manhã festiva
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Marta Ortega<BR>Reportagem Local 
Norte - Uma manhã repleta de atividades marcou o 1º Festival Recreativo das Salas Especiais das Escolas Municipais de Cambé (Norte). O evento, que reuniu 32 alunos especiais, foi realizado na Escola Municipal Cecília Meireles, que funciona no prédio do Caic. Alunos da rede pública acompanharam o evento, torcendo pelas equipes que participaram das atividades esportivas e recreativas, orientadas por professores. Ao final do evento, os alunos receberam medalhas.
De acordo com a coordenadora pedagógica das salas especiais da rede municipal, Salete Lugle, quatro escolas se envolveram do evento. ''A idéia é fazer com que os alunos se conheçam e se socializem.''
Durante a festividade, as crianças passaram por nove estações, onde participaram de atividades que trabalharam a coordenação motora e aprimoraram as habilidades. Ana Cláudia, de dez anos, que cursava a 2 série do ensino fundamental, foi encaminhada este ano para a sala especial. Ela se divertiu com as acrobacias no tecido. ''É muito gostoso'', resumiu.
Já Sueli de Andrades, 18 anos, também foi para uma sala especial este ano. Encaminhada pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Cambé, ela estuda pela manhã e no período da tarde trabalha como empacotadora em uma rede de supermercado. ''É uma aluna que tem uma necessidade especial, mas que está completamente integrada à sociedade'', afirma a coordenadora do Festival.
Além de estudar e trabalhar, Sueli ainda participa de um coral da Apae e joga tênis de mesa e basquete, disputando, inclusive, campeonatos esportivos para alunos especiais. ''Eu adoro jogar basquete. Participo de todos os campeonatos e recebo muito apoio dos meus patrões e dos professores'', comemora a aluna.
Para a secretária de Educação do Município, Cleusa Alves Forastieri, as classes especiais reforçam o aprendizado desses alunos, que têm mais dificuldades e precisam de um atendimento individualizado. ''Temos que abrir as portas e dar condições a essas crianças. Para isso, precisamos ter espaço físico adequado e capacitar professores.''
O atendimento aos alunos especiais em Cambé é feito por uma equipe multidisciplinar de pedagogos, psicólogos e fonoaudiólogos. Logo que apresentam dificuldades de aprendizagem, os alunos são avaliados pelos profissionais, que determinam o encaminhamento para as salas especiais. ''Eles têm atendimento individualizado até ganhar condições de acompanhar o ensino regular'', explica.
O tempo de permanência nas salas especiais varia de acordo com a necessidade de cada aluno. ''Alguns nem retornam para as salas.'' Os que não conseguem ser alfabetizados no período regular da sala especial podem ingressar na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a partir dos 15 anos. A inclusão, segundo a secretária, ''só vai acontecer quando conseguirmos socializar essas crianças, dando a chance de absorverem os conhecimentos''.


