Alunos param curso de informática da Unioeste
Alunos param curso de
informática da Unioeste
Paulo Pegoraro
Estudantes de informática do câmpus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) entraram em greve ontem e anunciaram que vão processar na Justiça os responsáveis pelo que classificam de descaso com o curso. Eles reclamam da falta de equipamentos para estudar e do não-reconhecimento do curso, embora a primeira turma tenha sido formada no ano passado. Os 160 alunos deixaram de frequentar as aulas e responsabilizam a administração da Unioeste pelos problemas.
Um dos coordenadores do Centro Acadêmico de Informática, Adriano de Castro Sabo, diz que há apenas 40 computadores superados para o curso e destes, só 18 estão em condições de uso. Segundo o coordenador, os software (programas) também são ultrapassados. O estudante informou que em outubro do ano passado o governo do Estado havia liberado R$ 165 mil para aquisição de equipamentos. Mas por falhas administrativas o dinheiro não foi empregado em tempo hábil e R$ 120 mil acabaram sendo devolvidos, afirmou.
Sem a estruturação do curso, o Conselho Estadual de Educação (CEE) não o reconhece formalmente. Alegando prejuízos, aflição pessoal e das famílias - com os gastos para mantê-los estudando - e culpando os setores administrativo e financeiro e o Gabinete do Reitor, os estudantes anunciaram que vão recorrer judicialmente com o auxílio do Ministério Público da Comarca de Cascavel.
A Unioeste tem obrigação de oferecer as condições mínimas, a partir do momento em que os alunos passaram no vestibular, afirmam os alunos em Carta Aberta à Comunidade.
A Reitoria da Unioeste distribuiu nota ontem à tarde alegando que há equívoco nas críticas e acusações feitas pelos estudantes. A Reitoria explica no documento que os recursos destinados pelo Estado não puderam ser investidos porque apenas uma empresa apresentou proposta de venda de equipamentos, com preço acima do máximo estipulado pela licitação.
A Reitoria também afirma que não está medindo esforços para tentar atender as necessidades emergenciais do curso. Quanto ao reconhecimento pelo CEE, o professor Flávio Scherer, da Unioeste, que integra o Conselho, informa que o processo está encaminhado e segue trâmite normal, dentro dos prazos.





