Alunos param curso de engenharia de pesca em Toledo
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Os 120 alunos do curso de engenharia de pesca do câmpus de Toledo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiram não frequentar as aulas por tempo indeterminado, informaram ontem dirigentes do Centro Acadêmico. O protesto é contra a falta de estrutura do curso, o único do Estado, que está no quarto dos cinco anos de duração. O curso não dispõe de laboratório e os livros da biblioteca são em volume e diversidade insuficientes.
Diógenes Lemainski, aluno do quarto ano, relata que em anos anteriores já havia reclamações. Sempre abafaram nossos protestos com promessas de solução. Desta vez, as turmas só retornarão às aulas quando as reivindicações forem atendidas. A direção do câmpus remanejou recursos e conseguiu R$ 50 mil para aquisição de livros.
O dinheiro é insuficiente para as necessidades e a reitora da Unioeste, Liana Fuga, se comprometeu a conseguir mais livros. Para a montagem do laboratório são necessários R$ 435 mil. O laboratório é fundamental para o reconhecimento do curso e o projeto já existente indica a necessidade de construção de um barracão com 180 metros quadrados, perfuração de poço artesiano e a construção de reservatório e 48 tanques.
O diretor do câmpus, Moacir Piffer, e o coordenador do curso, Sérgio Makrakis, entregaram cópia do projeto ao prefeito Derli Donin (PPB), solicitando apoio para sua execução. O prefeito defendeu parcerias da Unioeste com outras organizações, para que o curso seja estruturado e efetivamente cumpra sua finalidade. Os estudantes aguardam definição até segunda-feira, quando decidirão outras formas de protesto.





